Ilha do Sal: Bancada do PAICV posiciona-se sobre caso Salimpa e defende manutenção do serviço público com qualidade

 

Espargos, 11 Ago (Inforpress) – A bancada do PAICV na Assembleia Municipal do Sal posicionou-se hoje sobre o caso Salimpa, manifestando-se preocupada com a matéria e defendendo o cumprimento do objecto do contrato e preservação da manutenção do serviço público com qualidade.

A bancada do PAICV, pela voz da sua líder, Kátia Carvalho, manifestou hoje em conferência de imprensa, a sua preocupação face aos episódios à volta da rescisão de contrato com a empresa concessionária do serviço público de limpeza, recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos, a Salimpa, tendo sublinhado que, por se tratar de um serviço público com “grande impacto” na vida do município, é necessário preservar a sua manutenção.

“As informações que vieram a público recentemente, levam-nos a manifestar a nossa preocupação porque há aspectos importantes que temos que preservar: o cumprimento do objecto do contrato de concessão, que é o serviço de limpeza”.

“Entendemos que é fundamental a garantia da prestação deste serviço com qualidade, não só o de limpeza pública, das praias concessionadas, o sistema de recolha, mas também deposição e tratamento do lixo, porque questões ambientais são fundamentais para o desenvolvimento e podem pôr em causa a sustentabilidade da ilha, a economia (…) toda a actividade turística”, ponderou Kátia Carvalho.

Segundo a eleita municipal, no mandato anterior, a bancada do PAICV “sempre” demonstrou a sua preocupação relativamente ao cumprimento do âmbito do contrato de concessão assinado em 2009 com a Salimpa, bem como preocupações relativas à apresentação das contas, em anexo, ao Orçamento Municipal, não concordando em vários aspectos, nomeadamente ao aumento da taxa de cobrança.

Outro aspecto, também motivo de preocupação, conforme Kátia Carvalho, prende-se com as alegadas denúncias de irregularidades, e cuja questão, disse, deve ser tratada no fórum próprio.

“Entendemos que essa questão deve ser tratada a partir dos indícios e dos comprovativos de que o município está na posse, para que as responsabilidades nesta matéria sejam assacadas, e que se cumpre, de facto uma gestão com transparência, baseada na legalidade e na defesa dos interesses públicos. O incumprimento não é recente”, apontou.

Carvalho, que adiantou que esta conferência de imprensa foi precedida de uma reunião com o município, quer que a câmara – que agora assume o serviço de recolha de lixo -, crie, de facto, condições para que o serviço de limpeza pública, conforme garantido, seja feito com qualidade.

Lembrou, no entanto, que outra preocupação tem a ver com o destino dos trabalhadores da Salimpa, porquanto, as informações de que dispõe revelam que a câmara está a tratar a forma de enquadramento legal para que os respectivos postos de trabalho sejam mantidos.

SC/FP

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