Ilha do Maio: IPC faz balanço “positivo” da primeira prospecção arqueológica e perspectiva alargar trabalhos

Porto Inglês, 19 Mai (Inforpress) – O técnico do Instituto de Património Cultural  (IPC)  Jaylson Monteiro considera positivos os quatro  dias de visita à ilha do Maio, em que realizaram estudos de prospecção nas zonas de Santana e Penoso, com recolha de vestígios.

Em declarações à Inforpress, o arqueólogo do IPC assegurou que nas duas zonas fizeram o levantamento e a caracterização dos referidos espaços, para além de recolha de “alguns vestígios”, de modo  a preparar os trabalhos para os próximos tempos.

“O mais interessante foi na zona da capela de Penoso, onde pudemos descobrir um vestígio e indício de uma suposta estrada antiga, que nos leva a acreditar ter ali existido uma possível pedreira, se calhar uma das mais antigas da ilha, onde também encontramos vestígios de fundação de edifícios antigos”, indicou a mesma fonte, acrescentando que o professor da Universidade de Cambridge que esteve que fez parte da equipa vai levar análises no exterior.

Conforme adiantou aquele técnico, já apresentaram uma proposta à Sociedade de Desenvolvimento Turístico da Ilha do Maio (SDTIM), que garantiu a possibilidade de financiar, nos próximos meses, uma prospecção arqueológica na ilha,  em parceira com a Câmara Municipal do Maio, que segundo afiançou pode vir a acontecer no próximo mês de Setembro.

“Durante a nossa estada na ilha, pudemos fazer também um inventário dos monumentos edificados com registo fotográfico e localização geográfica, pelo que consideramos ser positivo a nossa visita a ilha, visto que conseguimos realizar noventa por cento do que estava previsto”, frisou.

Em relação a Igreja Matriz, avançou que debateram com o pároco local  o projecto apresentado pela Paróquia de Nossa Senhora da Luz, mas que vão ter que o analisar, visto que o mesmo acarreta avultados montantes financeiros.

No entanto não garantiu que a referida intervenção venha acontecer ainda este ano, visto que estão a depender do financiamento a ser disponibilizado pelo Ministério das Infra-estruturas.

“Vamos ter que analisar o projecto apresentado pelo pároco local, visto que o mesmo acarreta muito recurso financeiro em que só o telhado custa cerca de 20 mil contos, sem contar com a intervenção na estrutura, pelo que vamos ter que encontrar uma só  linguagem”, sintetizou.

Jaylson Monteiro garantiu ainda que para ilha do Maio prevê-se um montante de 32 mil contos para intervenções, tanto na Igreja Matriz como nas capelas  de Morrinho e Penoso, mas afiançou que o mesmo está a depender do financiamento dos ministério da Cultura e das Infra-estruturas.

A nossa fonte avançou ainda que caso este projecto arqueológico venha a ser concretizado vai contribuir para diversificar a oferta e produto turístico para ilha.

Para tal, garantiu que está prevista para os próximos tempos a construção de um museu que vai abarcar a história da ilha, apetrechado com  todo o acervo histórico sobre a mesma, que possui “muita história” ao longo da sua existência.

WN/AA

Inforpress/Fim