Ilha do Fogo: Soldifogo aposta na promoção de igualdade de oportunidade de emprego e rendimento

 

São Filipe, 28 Nov (Inforpress) – A Associação de Solidariedade Social para o Desenvolvimento da ilha do Fogo (Soldifogo) apontou hoje como principal preocupação a promoção da igualdade de oportunidade de emprego e de rendimento das famílias mais desfavorecidas.

O responsável da Soldifogo, Manuel da Luz Alves, que participa na quinta semana nacional de instituições de micro-finanças, a decorrer na cidade de Assomada (Santa Catarina), no quadro da transformação e adaptação dessas instituições à nova lei, disse à Inforpress que esta instituição tem criado as condições de acesso ao crédito financeiro com base solidária e social, desempenhando um “papel decisivo” neste sector de actividade.

A Soldifogo, cujo lema é “juntos cresceremos”, aposta em fazer do cliente a referência no mercado, concedeu em cerca de oito anos de existência mais de 400 mil contos em crédito para diversas actividades económicas.

De acordo com a mesma fonte, até este momento, a A Soldifogo já beneficiou mais de dois mil clientes com intervenção nas áreas de agricultura, pecuária, avicultura, comércio e pequena indústria de transformação, nos meios rurais e urbanos.

Com relação ao ano de 2017, os dados desta instituição de micro-finanças indicam a existência de 1.543 clientes activos, sendo que a grande maioria, 1.223 são mulheres, com um valor de empréstimos estimado em 60 mil contos e com taxa de abandono nulo.

A Soldifogo, segundo o seu responsável, tem como objectivo fornecer um serviço personalizado, amigável e profissional, dispondo de produtos como microcrédito e poupança.

A Soldifogo foi fundada em 2002, mas começou o processo de crédito no ano de 2003. Tem a sua sede na cidade de São Filipe e uma agência na cidade de Igreja (Mosteiros e é uma instituição especializada em microfinanças em toda a ilha e pertence em 50 por cento (%) às associações de desenvolvimento comunitários (42), sendo que em cada comunidade há uma média de 20 beneficiários desta instituição.

O seu objectivo é de avaliar o nível de desenvolvimento da instituição e identificar principais debilidades, como as fortalezas existentes, as oportunidades e áreas de melhoria da instituição e defende um crescimento com qualidade da sua carteira, a consolidação institucional para o fortalecimento para mobilizar poupança dos sócios.

Outro objectivo é a criação de alternativas para a inclusão social de famílias numerosas e estancar o alastramento do fenómeno pobreza e a exclusão social, fomentando o empreendedorismo, gerando emprego e o rendimento.

JR/JMV

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