Ilha do Fogo: SIACSA reúne-se em congresso a 30 de Novembro para análise da situação social, política e laboral

 

São Filipe, 22 Set (Inforpress) – O Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura, Serviços, Florestas, Serviços Marítimos e Portuários (SIACSA), reunir-se a 30 de Novembro, na Cidade da Praia, em congresso, para analisar a situação social, politica e laboral dos trabalhadores.

O anúncio foi feito pelo seu presidente Gilberto Lima, em conferência de imprensa, na cidade de São Filipe, no quadro da sua visita de trabalho à ilha do Fogo.

Além de analisar a situação laboral na ilha do Fogo que reconheceu ter registado alguma melhoria, Gilberto Lima, analisou a situação social, politica e laboral do país durante o terceiro trimestre de 2017, observando que o seu sindicato está preocupado com a morosidade na justiça, sobretudo nos processos de trabalho, que segundo o mesmo passam vários anos para serem resolvidos e, por isso, segundo ele, há um grande número de casos pendentes neste momento nos tribunais.

A falta de emprego, apesar de sinais de melhoria, a perda de poder de compra relativo aos últimos seis meses e estimado em mais de 20 por cento (%), a revisão da lei laboral implementada pelo governo anterior e que sofreu profundas alterações “penalizantes para os trabalhadores”, a necessidade de revisão da lei de seguro de acidente de trabalho, consta da análise da situação do terceiro trimestre.

A estas situações, Gilberto Lima, indicou ainda que o seu sindicato tem constatado, com tristeza, às vezes, a existência de concorrência desleal entre os sindicatos e entre empresas de segurança privada, empresas de construção civil e até as câmaras municipais sem materiais de protecção adequada, a partidarização no seio dos trabalhadores, desunião entre a classe, desigualdade salarial entre géneros (homens e mulheres), crianças a trabalhar quando deviam estar estudar e falta de incentivos às organizações sindicais.

Segundo este sindicalista, no congresso estas questões, assim como a definição do modelo de sindicatos que serve os trabalhadores cabo-verdianos, os princípios a serem adoptados para que os trabalhadores se sintam mais protegidos perante os empregadores e sindicatos vão estar em discussão.

Para Gilberto Lima, os trabalhadores esperam uma dinâmica diferente do actual governo em relação ao anterior, porque, no seu entender, os trabalhadores não devem ser sufocados com a criação de mais taxas e o pagamento das mesmas, observando que o SIACSA continua firme e determinado a servir todos os trabalhadores, independentemente da sua filiação político-partidária.

JR/CP

Inforpress/Fim