Ilha do Fogo: Projecto OSRO prevê instalação de dois postos de transformação e três redes de conexão eléctrica para equipamento de furos

 

São Filipe, 29 Dez (Inforpress) – O Projecto OSRO, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), prevê a instalação de dois postos de transformação e três redes de conexão de energia para equipamento de cinco dos seis furos para fornecimento de água para agricultura.

Os postos de transformação destinam-se a fornecimento de energia aos furos de Monte Tabor e Santa Cruz (São Filipe) e as redes de conexão para os furos de Achada Malva (São Filipe) e outros dois no município dos Mosteiros.

A definição dos pontos para instalação quer dos postos de transformação como das redes de conexão de energia, aconteceu durante a visita efectuada quinta-feira pelo engenheiro residente do projecto OSRO (ajuda humanitária de urgência para restauração dos meios de existência e aumento da resiliência das famílias afectadas pela erupção vulcânica), Emanuel Monteiro, juntamente com técnicos da empresa responsável pelo equipamento dos furos e da Electra.

Dos seis furos a serem equipados no quadro do projecto que conta com o financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), no valor de 100 mil contos, cinco vão ser equipados com energia convencional, sendo três em São Filipe e dois nos Mosteiros, e apenas um, o de Chã das Caldeiras vai ser equipado a 100 por cento (%) com energia renovável, sistema solar.

Assim serão necessários a instalação de dois postos de transformação de energia eléctrica e a conexão da rede em outros três pontos para permitir o fornecimento de energia eléctrica necessário ao sistema de bombagem, assim como a construção de uma parte da rede eléctrica.

A ideia inicial era equipar todos os furos com o sistema solar, mas devido à insuficiência de recursos optou-se pela energia convencional, com excepção de Chã das Caldeiras que neste momento não dispõe de energia, daí o recurso à energia renovável, sendo que o sistema vai garantir autonomia de bombagem de 12 horas, o que significa que mesmo num dia em que não há sol haverá bombagem.

Além de identificação dos pontos de fornecimento de energia, a missão serviu também para medir a distância entre os pontos definidos e os furos para a formulação de projecto para rede eléctrica, ver o sítio por onde passará a rede para a negociação com os privados, analisar a melhor orientação para conduta de Chã das Caldeiras e contactar os privados para a construção de um reservatório de 200 metros cúbicos no município dos Mosteiros reservatório.

Os contratos assinados em Dezembro com um conjunto de empresas, além do equipamento dos seis furos, prevêem a construção do sistema de adução de água às parcelas, beneficiação de dois reservatórios em São Filipe, construção de um nos Mosteiros e reabilitação do reservatório construído antes da erupção vulcânica em Chã das Caldeiras.

Em relação ao sistema de adução de água, no município de São Filipe vai-se construir uma rede de cinco quilómetros, nos Mosteiros pouco mais de um quilómetro e em Chã das Caldeiras numa distância de 500 metros aproximadamente, desde furo até o reservatório.

A materialização das acções termina a 31 de Março, sendo que o constrangimento maior tem a ver com a importação dos equipamentos, sendo que o grosso dos equipamentos passa por Portugal e poderá condicionar devido ao período festivo, o que, segundo uma fonte do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), poderá atrasar um pouco na execução, mas sem pôr em causa a data limite para o término do projecto que devia ser concluído em Dezembro.

O delegado do MAA, Jaime Ledo, disse à Inforpress que relativamente à actividade relacionada com adução de água no município de São Filipe, desde furos para reservatório e deste para as parcelas, foi celebrado contrato com a empresa Elevolution no valor de 21.337 contos, sendo que a empresa tem um prazo de quatro meses para executar os trabalhos.

Já para os Mosteiros, o contrato no valor de 8.112 contos foi celebrado com a empresa Luís Frazão, que igualmente tem um período máximo de quatro meses para a sua conclusão.

No que se refere ao equipamento do furo de Chã das Caldeiras e o sistema de adução de água à população, um contrato no valor de 8.925 contos foi celebrado com a empresa Constur, que tem um período de dois meses para concluir os trabalhos, o que pressupõe que até final de Janeiro o problema de abastecimento de água à população de Chã ficará definitivamente resolvida.

Ainda no quadro do projecto foi celebrado um contrato com a empresa alemã GITEC IGIP GMBH, no valor de 270.400 dólares para o fornecimento de bombas soldares, o que deverá acontecer até primeira quinzena de Março.

JR/ZS

Inforpress/Fim