Ilha do Fogo: Franceses e alemães dominam a lista dos turistas que mais visitam a ilha – FATA

São Filipe, 16 Mar (Inforpress) – Os franceses e alemães encabeçam a listas dos turistas que mais visitam a ilha do Fogo, sendo que os da nacionalidade francesa representa mais de metade, segundo dados do terceiro inquérito realizado pelo projecto FATA.

O resultado do terceiro inquérito realizado aos turistas que visitam a ilha, no memento de regresso, no aeródromo de São Filipe, entre os dias 20 e 27 de Fevereiro, época alta, e comparado com o inquérito do ano anterior, coloca os franceses no topo de turistas que mais visitam a ilha.

“Os turistas franceses são os que mais visitam a ilha do Fogo, seguido de alemães”, afirma Carla Cossu, indicando que é preciso preparar para receber mais turistas alemães, porque do mapeamento realizado em 2016 quase não se encontrou nenhuma infraestrutura turística preparada a nível linguístico para acolher turistas alemães, acrescentando que durante o inquérito, os mobilizadores comunitários tiveram a mesma percepção e os próprios turistas alemães assinalaram esta falta.

Os dados, apresentados esta sexta-feira na VIII Mesa de Diálogo do Projecto “Fogo, Água, Terra, Ar” (FATA), segundo a responsável do projecto, apontam que em alguns itens registaram-se mudanças em relação ao ano passado, nomeadamente a faixa etária dos turistas.

Segundo Carla Cossu, houve um aumento de turistas na faixa etária dos 20 e 30 anos, que duplicou em relação ao inquérito anterior, e na faixa etária superior a 70 anos, enquanto na faixa etária dos 30 a 50, que compreende famílias com crianças, registou-se uma diminuição.

Esta diminuição poderá demonstrar que a ilha ainda não está preparada para uma oferta turística desenhada para famílias, razão por que, segundo a responsável do projecto, Carla Cossu, defende que os operadores devem pensar em novas propostas de ofertas turísticas.

A média de permanência na ilha continua igual ao ano passado, cerca de dois a três dias, assim como os produtos mais apreciados, que são o vinho, em posição destacada, seguido de queijo e café.

A proliferação de lixo pelas ruas, ausência de postos de informação turística, painéis sinaléticos, inexistência de actividades nas praias, falta de serviço de táxi no período nocturno, são as principais deficiências dos serviços prestados aos turistas e que o projecto FATA, promotor do inquérito, chama atenção dos operadores e das autoridades visando a sua alteração.

Para esta oitava mesa de diálogo foram convidadas algumas instituições como a repartição concelhia de Finanças e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) cujo coordenador apresentou propostas formativas para 2018, mas também mostrou como o IEFP deve aproximar-se mais das empresas.

De acordo com este responsável, num mundo laboral às vezes complicado, tendo instrumentos como o IEFP tem, pode ser muito mais fácil encontrar o trabalho para quem está à sua procura e para as empresas permite-lhes encontrarem recursos humanos que mais precisam.

As próximas actividades do projecto FATA, nomeadamente a participação na 5ª edição do Festival do Café em que, na qualidade de parceira da edilidade dos Mosteiros está a organizar o transporte para que os membros da mesa de diálogo possam participar na conferência que o projecto FATA vai apresentar.

O Projecto FATA está a trabalhar na definição de uma data para apresentação da campanha institucional sobre “a prevenção da exploração sexual” que vai arrancar em Abril, e quer estimular os membros da mesa de dialogo para uma participação efectiva na campanha.

JR/FP

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