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Ilha do Fogo: Dois apostadores dos Mosteiros reclamam valor do primeiro, segundo e terceiro prémios do Totoloto Nacional

São Filipe, 12 Set (Inforpress) – Dois apostadores dos Mosteiros que acertaram no primeiro prémio do totoloto, concurso número 36 de 09 de Setembro, cujos boletins não deram entrada na secção do Totoloto da Cruz Vermelha, reclamam os valores do primeiro, segundo e terceiro prémios.

Os boletins da ilha do Fogo, recorde-se não deram entrada na Cruz Vermelha de Cabo Verde, secção de loto, com o cancelamento dos voos São Filipe/Praia nos dias 08 e 09 de Setembro, sábado e domingo, respectivamente, devido ao mau tempo.

Para Amílcar Andrade Alves, funcionário da Unicoop nos Mosteiros que preencheu vários boletins de totoloto em parceria com o seu companheiro de trabalho, tendo acertado nos seis números que dão o primeiro prémio, cujo valor acumulado é de 18.300.000 escudos, a responsabilidade é da agência e da Cruz Vermelha e devem assumi-la, pagando o valor dos prémios.

Além do primeiro prémio, os dois apostadores, que se mostram agastados com a situação, acertaram outros cinco números num outro boletim, que dão direito ao segundo prémio, e mais três boletins com quatro números e que dão direito ao terceiro prémio do totoloto, cujos valores são de 18.300.000 escudos, 10.135 escudos e 1.582 escudos, para 1º, 2º e 2º prémios respectivamente.

Um dos apostadores que esta quarta-feira se deslocou à cidade de São Filipe disse à Inforpress que registaram os boletins na agência de totoloto dos Mosteiros, na passada quinta-feira, no dia do fecho, e que na sexta-feira tinha ligações marítimas (fast ferry) e aérea (dois voos da Binter) e por isso não se compreende o porquê do não envio atempado dos boletins dos Mosteiros à sede da Cruz Vermelha.

“O anúncio do mau tempo para sábado e domingo ocorreu com antecedência e a Cruz Vermelha devia precaver da possibilidade da não ligação entre as ilhas do Fogo e de Santiago”, disse Amílcar Andrade Alves, um dos apostadores, indicando que a instituição podia também adiar a extracção como já aconteceu em algumas ocasiões e não discriminar os apostadores da ilha do Fogo.

Os apostadores vão reclamar o direito aos prémios dentro do prazo estipulado na lei, que são 12 dias, e se não obtiverem uma resposta favorável da Cruz Vermelha de Cabo Verde não descartam a possibilidade de recorrer ao tribunal para reclamar o direito ao montante.

Ainda antes da extracção, a Cruz Vermelha comunicou aos apostadores da ilha de que por motivo de “força maior” os boletins autenticados nas agências da ilha não seriam considerados neste concurso e informou os apostadores para se dirigem as agências para levantamento dos montantes apostados.

A Inforpress tentou contactar a agência de totoloto dos Mosteiros, mas tal não foi possível.

JR/ZS

Inforpress/Fim