Ilha do Fogo: Câmara dos Mosteiros pede intervenção do Governo no troço de Sumbango para garantir a circulação

São Filipe, 17 Abr (Inforpress) – A Câmara Municipal dos Mosteiros solicitou hoje ao Governo, uma intervenção “estruturante e urgente” no troço de estrada de Sumbango, que liga o centro do município à região norte e ao município de São Filipe.

A nota enviada ao primeiro-ministro e à ministra das Infraestruturas e Transportes, Instituto de Estradas e aos deputados nacionais, lançando este repto, surgiu na sequência dos desabamentos frequentes de rochas, desde 05 de Abril, no troço de estrada de Sumbango (F-201), que segundo o presidente substituto da edilidade dos Mosteiros, tem condicionado a circulação nesta via que liga Mosteiros a São Filipe pelo norte, realçando, no entanto, que nesta segunda-feira pedras desabadas no local atingiram uma viatura que transportava alunos, mas sem provocar vítimas.

“Além de condicionar a circulação de viaturas, estes desabamentos constantes registados ao longo desses dias representam muito perigo para as pessoas que utilizam esta estrada diariamente ou que praticam atividades agropecuária nas proximidades”, refere a nota da edilidade dos Mosteiros.

Entretanto, o mesmo documento destaca que a preocupação das autoridades locais é ainda maior porque a obstrução desta via corta a ligação à zona norte do concelho, nomeadamente, Rocha Fora, Aldeia, Ribeira do Ilhéu e Atalaia, relegando para o isolamento centenas de famílias além de estudantes do ensino secundário e primário que diariamente fazem travessia nesse troço de estrada.

Segundo o edil substituto, a edilidade interveio de imediato para proceder à desobstrução da estrada, no primeiro dia em que se registaram os desabamentos, tendo, para o efeito, trabalhado em estreita coordenação com a empresa responsável pela manutenção das estradas nacionais na ilha do Fogo.

Por isso, a edilidade entende ser “inadiável” a tomada de medidas pelas autoridades nacionais com responsabilidade nesta matéria porque se trata de uma estrada nacional, sendo a manutenção da mesma da responsabilidade das autoridades centrais.

Conforme explica a nota da edilidade, o referido troço exige uma intervenção de fundo que ultrapassa a capacidade financeira do município e da própria empresa que presta trabalhos de manutenção, realçando que das informações disponibilizadas pelo empreiteiro, os constantes desabamentos para além de constituir perigo eminente para os transeuntes podendo pôr em risco vidas humanas, já provocou fissuras na estrada e no muro que a sustenta, podendo num futuro próximo comprometer a circulação da via norte, que não tem vias alternativas.

Por esta razão, a Câmara entende ser de extrema urgência a intervenção nesse troço de estrada de Sumbango e volta a alertar o Instituto de Estradas e o Governo para a necessidade de se encontrar uma solução duradoura para este problema.

Em 2015, o Instituto de Estrada (IE) chegou a equacionar a possibilidade da realização de um estudo de viabilidade visando uma intervenção para estabilização e protecção do talude do troço de estrada de Sumbango, porque o maciço deste troço encontra-se fracturado.

Aquando da construção da estrada circular do Fogo foi elaborado um estudo que foi entregue à Direcção-Geral das Infraestruturas, e que apontava para a protecção das rochas desta via, um valor de 800 mil contos, montante considerada elevada nessa época.

JR/FP

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