Ilha Brava: Degradação da Escola de Campo Baixo representa perigo para os alunos e funcionários

Nova Sintra, 07 Set (Inforpress) – A escola do Ensino Básico Integrado de Campo Baixo em Escovinha, pertencente a Escola Básica de Nossa Senhora do Monte, construída na época colonial, está totalmente degradada, representando um perigo para as pessoas que circulam e frequentam o espaço.

A Inforpress constatou, numa altura em que o ano lectivo 2018/19 está prestes a iniciar, que nem todas as escolas da ilha Brava encontram-se em perfeitas condições para o arranque das aulas, como é o caso da de Campo Baixo.

Ausenda Fortes, professora desta escola, há vários anos, disse em declarações à Inforpress que a escola tem “vários problemas” em termos de degradação, desde a casa de banho, cozinha, refeitório a sala de aulas.

O espaço está necessitando de uma “reforma completa”. O tecto do refeitório e da cozinha está assegurada com alguns ferros, de forma a evitar que ela caia.

Mas, de acordo com Ausenda, mesmo na “única” sala de aulas existente, é necessário rever a cobertura, que é de “telha muito antiga” e que foi aprovado cientificamente que o pó da mesma causa alguns problemas de saúde.

Os pais e encarregados de educação desta localidade têm realizado vários encontros, criando uma comissão para a procura de apoios, com o intuito de terem um espaço “digno”, para a educação das crianças.

Com a criação da comissão, a professora informou que está a decorrer nos Estados Unidos, uma campanha, para arrecadar fundos, de forma a fazer alguma intervenção na escola.

Face a constatação e os relatos locais, a Inforpress contactou o delegado da Educação da ilha, que diz ter conhecimento dos factos e garantiu que o Ministério da Educação também, já tem conhecimento do caso e que as devidas medidas serão tomadas.

Segundo Orlando Burgo, no âmbito do novo projecto educativo, em que o ministério está reabilitando e reconstruindo às escolas degradadas a nível do país, foi feito um levantamento de todas as escolas da Brava e encaminhado ao ministério.

Até porque, de acordo com a mesma fonte, no ano anterior esteve um engenheiro do ministério na referida escola, constatando “in loco”, os problemas existentes.

Relativamente a cozinha e o refeitório, Orlando Burgo explicou que estas foram obras recentes, realizadas pela associação local, “mal feitas e que estão causando vários constrangimentos”. Inclusive, com a visita do engenheiro, este “determinou” a interdicção do espaço.

Para a ilha, de acordo com Orlando Burgo, “não faz sentido reconstruir a escola, mas sim, reabilitar” e já existe um orçamento, aguardando no momento somente uma resposta do ministério.

MC/CP

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