Ilha Brava: 41 família carenciadas beneficiadas com cesta básica até Janeiro de 2019

Nova Sintra, 28 Ago (Inforpress) – A Liga Adventista de Solidariedade (LAS), na Brava, iniciou a distribuição de cestas básicas a 41 famílias consideradas mais carenciadas da ilha, num valor que varia entre 1.500 a 6000 escudos mensais, até Janeiro de 2019.

Segundo o presidente da LAS, Pedro Lopes, o projecto foi idealizado para beneficiar 38 famílias ano. Entretanto, durante a realização do inquérito, foram detectadas outros agregados “com muitas necessidades”.

A cesta básica é constituída por produtos como arroz, feijão, leite, açúcar e sal e o valor é estipulado de acordo com o número de pessoas residentes na mesma casa.

Pedro Lopes avançou à Inforpress que há esperança de que ainda a chuva chegue a tempo de “minimizar ou resolver os problemas destas famílias”, mas caso não vier, o projecto será estendido por mais tempo.

Simão Borges, chefe de uma família constituída por sete elementos e que vivia da agricultura e da criação de gado, ficou sensibilizado com este gesto.

Este beneficiário, que “sempre viveu de apoio”, diz-se consciente de que estas pessoas não podem ajudá-lo todos os dias. “Quando temos comemos, quando não temos aguentamos”, observou.

Nesta família, existem alguns membros que podem trabalhar, mas, de acordo com Simão Borges, trabalho está difícil. “Não é falta de procura, mas sim, falta de oportunidades”, salienta.

José Baptista, um outro beneficiário deste projecto, agradeceu a Liga Adventista de Solidariedade, demonstrando a sua satisfação, pois, a sua família constituída por três membros, vive da pensão social.

Segundo ele, a sua família vive “abaixo da linha pobreza” numa “habitação” onde até a água e a luz são racionalizadas, para não ultrapassar os 400 escudos mensais.

“Vamos gerir esse apoio de forma a melhorar o nosso dia-a-dia”, afirma José Baptista.

Ante as “dificuldades e sofrimento” de algumas famílias, presenciados durante a realização do inquérito e a entrega das cestas básicas, o presidente da LAS faz um apelo para que “todos os que têm condições possam apoiar o próximo”.

MC/CP

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