IGAE faz balanço positivo do primeiro semestre de 2018 e diz que inspeção científica tem surtido efeito (c/áudio)

Cidade da Praia, 06 Set (Inforpress) – O inspector–geral das Actividades Económicas, Elisângelo Monteiro disse hoje que as actividades de fiscalização no primeiro semestre de 2018 “foram positivas”, dando ênfase à diminuição da taxa de incumprimento das infracções de operadores económicos.

Em declarações à Inforpress, Elisângelo Monteiro revelou que a avaliação feita durante o primeiro semestre, tendo em conta a actuação da Inspecção Geral das Actividades Económicas (IGAE) no que tange à fiscalização e apreensão de produtos e comércio ilegal, é bastante dinâmica, pelo facto de ser uma inspecção científica, baseada no tratamento de dados.

“A avaliação que fazemos é bastante dinâmica dada ao nosso plano de actividades, com base mais científica, ou seja, devido a tratamento de dados. A instituição começa de facto a delinear o exercício da actividade inspectiva muito mais racional, muito mais focalizada em função dos problemas, com maior impacto na sociedade, na actividade económica e na saúde das pessoas” realçou.

Com isso, sublinha que a entidade está num processo crescente, devido a intensidade e programação das actividades, apontando que já foram realizados nos primeiros seis meses do ano, mais de 1500 inspecções.

“Portanto, neste momento parece que de facto estamos num processo crescente interessante, tendo no primeiro semestre realizado cerca de 1500 inspecções, e neste processo já foram levantados 633 autos, com uma ordem de incumprimento de 53 por cento (%)”, adiantou.

Comparando esses dados com os anos anteriores, nomeadamente 2016 e 2017, o inspector-geral da IGAE referiu que as taxas de infracção se situaram em 70% e 59 %, respectivamente, o que face a 2018 “dá um sinal animador” de que a actividade inspectiva tem tido “efeito positivo” na organização e na disciplina das actividades económicas, enfatizou.

Elisângelo Monteiro precisou ainda que a IGAE vai dar continuidade à dinâmica de actividades para o segundo semestre, com rigores cada vez mais acentuados, sobretudo na questão da prevenção de infracções e outras ilegalidades.

“Nós colocamos muita tónica à questão da prevenção, tanto na difusão das informações como também na formação que a própria IGAE promove para aos operadores económicos, porque precisam sentir que a fiscalização é um aliado e, que o sistema de mercado favorece quem trabalha honestamente”, observou.

Contudo, realçou que a IGAE quer reforçar as suas actividades de modo a pôr termo, já em 2019, a determinadas irregularidades que neste momento ainda são alvos de actuação por parte desta instituição.

HR/FP

Inforpress/Fim