Idai: Número de mortos em Moçambique sobe para 217 – Governo

Beira, Moçambique, 21 Mar (Inforpress) – O número de mortos confirmados na sequência do ciclone no centro de Moçambique subiu para 217, segundo dados oficiais hoje divulgados.

Numa conferência de imprensa na Beira, o ministro da Terra e do Planeamento Territorial, Celso Correia, disse que estavam ainda em risco, na quarta-feira, cerca de 15 mil pessoas.

O governante adiantou que foram resgatadas cerca de 3.000 pessoas desde quarta-feira.

O ciclone de nível quatro que abalou a zona centro de Moçambique provocou também “cheias inéditas” devido a muita chuva no vizinho Zimbabué, afectando as províncias de Manica e Sofala, com impacto na subida da água dos rios Buzi e Pungue, acrescentou o ministro.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué provocou perto de 400 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respectivos governos desde segunda-feira.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, decretou o estado de emergência nacional na terça-feira e disse que 350 mil pessoas “estão em situação de risco”.

Moçambique cumpre hoje o segundo de três dias de luto nacional.

A Cruz Vermelha Internacional indicou que pelo menos 400.000 pessoas estão desalojadas na Beira, considerando que se trata da “pior crise” do género em Moçambique.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

O Governo português anunciou que 30 cidadãos nacionais residentes na Beira estavam por localizar na quarta-feira.

O primeiro de dois aviões C-130 da Força Aérea Portuguesa, com uma Força de Reacção Imediata constituída por 25 fuzileiros, dez elementos do Exército, três da Força Aérea e dois da GNR (equipa cinotécnica), é esperado hoje na Beira, para apoiar as operações de busca e salvamento.

No Zimbabué, as autoridades contabilizaram pelo menos 100 mortos e centenas de desaparecidos, enquanto no Maláui as únicas estimativas conhecidas apontam para pelo menos 56 mortos e 577 feridos.

Inforpress/Lusa

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