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ICIEG reúne confissões religiosas e outras entidades para debater cultura da paz e não violência no seio familiar

 

Cidade da Praia, 07 Dez (Inforpress) – O Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género junta entidades religiosas, corpo diplomático, sociedade civil e comunicação social para debater “cultura da paz e não violência” no contexto familiar em Cabo Verde.

O debate está marcado para esta sexta-feira, 08, na Sala Beijing da Presidência da República, Cidade da Praia, a partir das 09:30, segundo a presidente do Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), Rosana Almeida, que falava hoje em declarações à Inforpress, tendo sublinhado que o evento conta com a parceria da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC).

Para além do Cardeal Dom Arlindo Furtado, do superintendente da Igreja Nazarena, David Araújo, o evento considerado pelo ICIEG “de suma importância nos dias de hoje”, vai contar ainda com a presença do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, e do Movimento Jovens pela Paz, pelo reconhecimento do papel que estas organizações têm na sociedade cabo-verdiana.

De acordo com a organização, a iniciativa pretende promover um diálogo com vista à construção de uma sociedade em que a igualdade de direitos entre homens e mulheres seja reconhecida e aceite por todos os sectores, sendo que a promoção da cultura da paz na sociedade cabo-verdiana é uma “necessidade actual e transversal” às diversas áreas e instituições e que “urge ser impulsionada”.

Segundo Rosana Almeida, a ideia surgiu desde o início do ano em que o ICIEG teve informações e acesso a imagens que “chocaram o país” a nível de homicídio por parte de companheiros das vítimas, seguidos de suicídios, no Fogo, São Vicente e Santiago, entendendo que é “hora de se provocar um verdadeiro debate sobre o assunto”.

“Num palco, congregando líderes das diversas organizações em Cabo Verde, queremos promover um debate para fazer um compromisso social no sentido da redução do índice de violência no geral, com especial enfoque na violência na família, em que cada um deve fazer a sua parte”, explicou.

O propósito final é a elaboração e posterior subscrição de um manifesto pela cultura da paz e da não violência, por todas as organizações participantes ao evento, depois de serem ouvidas as experiências dos diferentes intervenientes sobre assunto e reflectir sobre as causas e consequências da violência baseada no género na família.

“Os cabo-verdianos têm facilidade em ver os problemas, mas quando a sociedade é chamada a apresentar soluções, fica mais difícil”, referiu a presidente do ICIEG, frisando que “não se pode ficar indiferente” à questão da violência baseada no género que está a assumir novos contornos e a desafiar as autoridades cabo-verdianas.

Neste sentido, a responsável asseverou que o ICIEG “não quer ficar de braços cruzados”, quando este ano houve cinco homicídios resultantes da violência baseada no género, pedindo uma resposta “mais rápida” das autoridades, porque a sensação é que a resposta “não tem sido a mais adequada”, por causa da morosidade, contrariando o que diz a lei, ou seja, que o processo deve ter uma resposta em 48 horas.

Para ela, é preciso uma articulação entre a Polícia Nacional, Procuradoria Geral da República e hospitais, porque resolvendo esta questão estará a dar-se um “passo gigante” na questão da igualdade de género no país, garantindo que no próximo ano haverá novidades em relação às denúncias dos crimes de violência baseada no género.

Cabo Verde atravessa uma fase em que a violência é a segunda preocupação dos cabo-verdianos, ficando somente atrás da questão do emprego por parte das famílias, sendo que os dados da Polícia Nacional revelam que se registaram um total de 11.604 ocorrências no país relacionados com a violência baseada no género do ano 2011 a esta parte.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a criação de uma Cultura da Paz é fruto da necessidade de um comprometimento forte, no sentido de se promover e vivenciar o respeito pela vida e dignidade de cada pessoa, sem discriminação ou preconceito.

Ela preconiza a rejeição de qualquer forma de violência e propõe o reforço do respeito, diálogo e compreensão entre todos os seres humanos, contribuindo assim para o desenvolvimento saudável da sociedade.

O debate de sexta-feira é patrocinado pela Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Cabo Verde, a Presidência da República e os ministérios da Educação, Família e Inclusão Social, e da Justiça.

DR/FP

Inforpress/Fim

 

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