Hospital da Praia considera “infundadas e falsas” as acusações feitas no jornal A Nação sobre Centro de Diálise

Cidade da Praia, 01 Set (Inforpress) – O presidente do conselho de administração do Hospital Dr. Agostinho Neto (HAN) considerou hoje “infundadas e falsas” as acusações feitas no jornal A Nação num artigo sobre o Centro de Dialise.

Júlio Andrade fez estas considerações em conferência de imprensa para reagir ao artigo do A Nação, saído no número 574 com o título “Degradação do Centro de Diálise revolta doentes renais”, que considerou de “nada objectivo” e que “não traduz a realidade do centro”.

“Fizemos uma leitura atenta e consideramos tratar-se de um artigo que não tem nada de objectivo e nem que traduz a realidade do centro de diálise, pelo que não compreendemos as motivações do jornalista ao fazer essa reportagem, assim como a posição dos doentes renais que têm estado sempre a atacar o conselho deste hospital”, disse.

O artigo, segundo Júlio Andrade, não citou nenhum problema concreto para ser resolvido, acentuando-se apenas em considerações “vagas e imprecisas” exceptuando no fornecimento de refeições inadequadas para os doentes renais nas pensões de realojamento.

Conforme Júlio Andrade, o Centro de Diálise construído na Praia, assim como no Mindelo (brevemente), tem como propósito resolver o problema social das evacuações e que não mereceu atenção do jornalista, que acaba ainda por escrever que “não há vontade política para resolução dos problemas sociais dos doentes renais”.

Ainda segundo a mesma fonte, os doentes evacuados têm direito a alimentação, alojamento, transporte, subsídio de estadia entre outros, sendo que todos os doentes do INPS têm direito a salário e subsídio de estadia, que muitas vezes ultrapassa os “noventa mil escudos” mensais, de acordo com informações do instituto.

O hospital, realçou, disponibiliza um trabalhador social, fornece uma refeição ligeira a todos os doentes de diálise e transporte para doentes e trabalhadores deste centro nas horas de maiores problemas de transporte público.

Por tudo isso, Júlio Andrade afirmou que “não é verdade as declarações do senhor Geraldo Neves” de que os doentes de diálise estão abandonados e muito menos a afirmação de que o centro esteja em degradação e sem medicamentos para os doentes.

Perante estas acusações, o responsável disse que vai exigir que o jornalista e Filomeno Rodrigues provem as calunias feitas, junto das autoridades competentes.

O Centro de Diálise do Hospital da Praia atende 127 doentes renais e funciona com 19 enfermeiros e quatro médicos, que trabalham em quatro sessões, de segunda-feira a sábado, durante 24 horas.

PC/AA

Inforpress/Fim