HAN é a retaguarda do Serviço Nacional de Saúde e inspira confiança para a maioria dos cabo-verdianos – director

Cidade da Praia, 14 Jul (Inforpress) –  O director do Hospital Agostinho Neto (HAN) afirmou, que a instituição é a retaguarda do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que todos os inquéritos apontam que os cabo-verdianos confiam no hospital e nos seus profissionais.

Em declarações à Inforpress, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Hospital, que se celebra hoje, Júlio Andrade afirmou que não obstante as dificuldades que a instituição enfrenta o balanço dos anos do seu funcionamento “é positivo”.

Para este responsável, o HAN teve “ganhos consideráveis” nos últimos anos “em todos os aspectos”, apontando a sua capacidade de sustentabilidade como a conquista “mais importante”, uma vez que, ajuntou, o hospital tinha um défice de cerca de 120 mil contos, mas que conseguiu resolver.

Segundo o director, outro aspecto considerado importante é redução da lista de espera de dois anos para seis meses, frisando, entretanto, que as áreas de endoscopia e serviços de Tomografia Axial Computorizada (TAC) são as que “infelizmente” ainda têm tido uma percentagem de lista de espera que ultrapassa os seis meses.

Entretanto, para Júlio Andrade, apesar dos progressos o HAN, que é uma das infra-estruturas de suporte do SNS, carece de intervenções em estruturas e novos equipamentos para conseguir responder às necessidades dos cabo-verdianos.

“O principal problema que temos neste momento é o de investir em mais infra-estruturas porque o espaço já está indevido em relação as necessidades da capital do país. Há uma demanda muito grande e o espaço já não suporta essa demanda se não houver de facto intervenções em termos de infra-estruturas”, avançou.

Apontou, ainda, a falta de recursos financeiros como a “calcanhar de Aquiles” do HAN, acrescentado, por outro lado, que o espaço carece de obras de manutenção e requalificação permanentes, de modo a alcançar os objectivos delineados.

Questionado como avalia as frequentes reclamações por parte dos utentes no que concerne a prestação de serviços de atendimento do HAN, Júlio Andrade desvaloriza, sublinhando que essas reclamações “não é  tão significativa”, uma vez que a demanda é “muito grande”.

“Por ano o HAN regista cerca de 110 mil doentes, 10 mil internamento, 4.500 partos, mais de meio milhão de exames laboratoriais, mais de 50 mil exames imagiológicos e cerca de 45 mil consultas, portanto é natural que haja reclamações porque temos uma demanda muito grande”, disse, sublinhando, no entanto, a necessidade de se melhorar o “front office” do hospital, local onde, conforme adiantou, se regista uma “percentagem de  reclamação elevada”.

No entender  do responsável do HAN, para conseguir responder satisfatoriamente todas as demandas da população, não há necessidade de imediato da construção de raiz de infra-estrutura hospitalar, justificando que se o plano director for executado permite o actual hospital funcionar na normalidade até 2040.

“Não tem de passar exactamente pela construção de raiz de um novo hospital pode haver um hospital regional com outras características mas não um hospital central”, afirmou.

Actualmente, de acordo com as informações avançadas pelo director, o HAN tem  825 trabalhadores, sendo 117 médicos, 234 enfermeiros e cerca de meia centena de técnico superiores nas diversas áreas, números que considera “suficientes” para conseguir proporcionar uma  “boa prestação de cuidados”, mas que há necessidade de reforçar sempre, uma vez que a  demanda no sector da saúde é “sempre crescente”.

Avançou, ainda, que visando reforçar a capacitação dos profissionais de saúde do HAN tem sido realizadas formações e jornadas de reflexão para dar uma “nova dinâmica” de serviço e atendimento aos trabalhadores do hospital.

Neste Dia Mundial do Hospital, o director do HAN apela a população a preservar a infra-estrutura de saúde que recebe doentes de todas as ilhas de Cabo Verde e a comparticipar no seu desenvolvimento, para que seja possível dar repostas a todos os cabo-verdianos e proporcionar o bem-estar da população, prestando os cuidados de “alta complexidade” com “eficiência e qualidade”,

O Dia Mundial do Hospital foi instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é comemorado a 14 de Julho, com o objectivo de que os assuntos pertinentes à área fossem debatidos anualmente pela sociedade.

CM/AA

Inforpress/Fim