Há muito tempo que Germano Almeida já merecia ser galardoado com o Prémio Camões – Academia de Letras

Cidade da Praia, 21 Mai (Inforpress) – O presidente da Academia Cabo-verdiana de Letras (ACL), David Hopffer Almada, considerou hoje, na Cidade da Praia, que o escritor Germano Almeida já merecia, “há muito tempo”, ser galardoado com o “Prémio Camões”.

Em declarações à Inforpress, David Hopffer Almada felicitou a todos escritores cabo-verdianos “por ter no seu seio dois galardoados ”, lembrando que Arménio Vieira foi distinguido com este prémio em 2009.

“A ACL está satisfeita e orgulhosa dos escritores cabo-verdianos e Germano Almeida, do meu ponto de vista, há muito tempo que já merecia uma distinção deste nível”, frisou.

Por isso, o também escritor disse que todos os cabo-verdianos devem sentir-se orgulhosos e continuar a trabalhar , a os níveis, no sentido de Cabo Verde se projectar cada vez mais, particularmente no domínio da literatura.

Para David Hopffer Almada, o facto de Cabo Verde ter ganho pela segunda vez este prémio, demonstra o grau da maturidade da literatura cabo-verdiana e confirma a sua tradição a nível literária.

“Estamos cada vez mais organizados, já temos Associação de Escritores, Academia de Letras e muita produção literária, por isso estou convencido que essa projecção poderá vir a ser maior se continuarmos a primar pela qualidade”, notou.

Avançou ainda que este prémio vem reforçar a política da ACL na internacionalização da a literatura e dos escritores cabo-verdianos.
Germano Almeida nasceu na ilha da Boa Vista em 1945, mas, actualmente, vive na cidade do Mindelo, São Vicente.

Formado em Direito, em Lisboa, é advogado e foi procurador da República de Cabo Verde. Deu os primeiros passos na literatura na década de 1980, numa altura em que co-fundou a revista Ponto & Vírgula.

Germano Almeida é o segundo escritor cabo-verdiano a vencer o Prémio Camões, depois de Arménio Vieira, em 2009.

É autor de obras como “O testamento do senhor Napumoceno da Silva Araújo”, “A ilha Fantástica”, “Os dois irmãos”, “O dia das calças roladas”, “O mar na Laginha”, “O meu poeta”, entre outros títulos.

O Prémio Camões é atribuído, anualmente, a um escritor de língua portuguesa como forma de estreitar e desenvolver os laços culturais entre os países de língua portuguesa.

Considerado o maior prémio da Língua Portuguesa, foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988 com o objectivo de distinguir um autor “cuja obra contribua para a projecção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum”.

O Prémio Camões, considerado o maior prémio da Língua Portuguesa, foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988 com o objectivo de distinguir um autor “cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum”.

O Prémio Camões foi atribuído pela primeira vez em 1989 ao escritor Miguel Torga e em 2017 ao poeta Manuel Alegre.

OM/JMV

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