Governo vai reforçar o Programa de Emergência Agrícola na ilha do Maio – ministro

Cidade da Praia, 10 Mai (Inforpress) – O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, anunciou hoje que o Governo já está a tomar as medidas necessárias para reforçar o programa de emergência para a mitigação da seca e mau ano agrícola na ilha do Maio.

Gilberto Silva reagia assim às declarações proferidas pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, nesta quarta-feira, na ilha do Maio, em que este defendeu que as autoridades, centrais e locais, devem encontrar “medidas urgentes” de salvamento do gado a fim de se evitar “uma catástrofe na ilha”.

Convidado pelos jornalistas a comentar essas declarações, o ministro escusou-se, entretanto, assegurou que o Governo está a implementar bem o programa de emergência e que vão reforçar certas medidas na ilha do Maio, tendo em conta as especificidades desta ilha.

Conforme disse, a ilha do Maio no que tange à questão do gado tem uma “situação complicada”, por ser a terceira ilha com mais bovino, isto é, cerca de três mil cabeças de bovino e “sem condições de sustentar esta carga de animais”.

Neste sentido, anunciou que o Governo já tomou algumas decisões, como criar mais 60 postos de trabalho nas zonas de Pilão Cão, Pedro Vaz e Cascabulho para que os agricultores possam ter mais rendimento e desta forma possam aceder à ração e salvar os seus animais.

Para além disso, informou, até Dezembro vão reduzir excepcionalmente a taxa que os carvoeiros pagam para a exploração de árvores para o fabrico de carvão, isto é, 20 escudos para a poda e 40 escudos para corte de árvores, como forma de facilitar mais emprego e mais rendimento para os agricultores.

Informou ainda que o Governo está a trabalhar no sentido de levar uma máquina que vai ajudar na remoção das árvores nas ribeiras, e com isto estarão a mobilizar mais massa para o fabrico do carvão e facilitar os agricultores e carvoeiros.

Questionado sobre um possível desassoreamento da barragem de Poilão, em São Lourenço dos órgãos, que neste momento está praticamente seca, o ministro da Agricultura e Ambiente afirmou que a prioridade é o plano de emergência para a criação do emprego, para o salvamento de gados e para a mobilização da água, com vista a salvar a agricultura.

Entretanto, assegurou que havendo recurso, o Governo “gostaria de intervir” pelo menos na barragem de Polião, mas que para isso era necessário mobilizar financiamento.

No que toca a medidas para racionalizar a utilização da água na zona da barragem, Gilberto Silva indicou que, há dias, tomaram a decisão de utilizar um furo de abastecimento de água para a população e para o fornecimento de uma certa quantidade de água aos agricultores.

“Estamos a tomar todas as medidas técnicas e logísticas, no sentido de fazermos essa facilitação, idem para a zona de Boaventura e mais a montante da barragem de Figueira Gorda estamos também a procurar alguma solução para ajudar a salvar a agricultura de regadio lá”, sublinhou.

AM/ZS

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