Governo vai reestruturar a Imprensa Nacional, segundo o ministro Fernando Elísio Freire

 

Cidade da Praia, 16 Nov (Inforpress) – O Governo vai avançar, até o final do ano, com o processo de reestruturação da Imprensa Nacional e de reforma antecipada, anunciou, hoje, o ministro dos Assuntos Parlamentares, da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire.

Para o governante que falava durante a abertura do XII Fórum das Imprensas Oficiais de Língua Portuguesa, que decorre de 16 a 18 deste mês, na Cidade da Praia, a ideia é ter uma gráfica segura com recursos humanos altamente qualificados e que forneça o jornal oficial de forma gratuita e universal, sendo que a internacionalização será uma consequência natural da instalação da gráfica de segurança.

Segundo o ministro, a Imprensa deve focar na edição e publicação do Boletim Oficial na gráfica de segurança, na audição de obras de interesses público científico cultural e retirar-se do mercado da gráfica tradicional, tendo assegurado que o país tem recursos suficientes para garantir um futuro de bases sólidas de uma sociedade cada vez mais livre e desenvolvida e com imprensas oficiais na sua vanguarda.

“Por isso o Governo definiu, até o final do ano, completar a reestruturação dos recursos humanos e avançar pela reforma antecipada e o processo da reestruturação da Imprensa Nacional”, assegurou Fernando Elísio Freire, realçando que a Imprensa Nacional deve ser o órgão produtor dos documentos oficiais da República e se transformar numa referência regional na produção segura de documentos oficiais, sendo que esta ambição exige investimentos nas infra-estruturas, nas tecnologias, na inovação e em recursos humanos.

No seu ponto de vista, os níveis dos desafios de produtividade e sofisticação são muito maiores, e é preciso encarar este novo mundo e futuro com confiança para que o desenvolvimento possa ser bem-sucedido e assumido como um processo de inovação e desafiador de toda a nação.

Por seu turno, a presidente do conselho de administração da Imprensa Nacional de Cabo Verde (INCV), Clotilde Monteiro, defendeu a necessidade de novos investimentos para atender a grande demanda, mas também de uma visão mais alargada do sentido da modernização dos serviços e para um crescimento sólido e sustentável.

“Esta modernização passará automaticamente por recursos humanos altamente capacitados, especializados e cientes das suas responsabilidades, mas também de equipamentos de ponta que nos possibilitam acompanhar plenamente e satisfazer os nossos diversos serviços”, realçou.

Sublinhou ainda que os ganhos e avanços constatados devem servir de incentivo para a nova era em que a Imprensa se diversifica abrindo caminhos para a elevação da cultura do saber através da divulgação, publicação e comercialização dos serviços e produtos para o bem comum.

No seu entender, com pessoal especializado, mão-de-obra de qualidade e equipamentos de tecnológias de ponta a Imprensa Nacional poderá tornar-se numa empresa pública que caminha com os seus próprios pés, prestando um serviço de qualidade, sendo que a efectivação de acesso livre ao Boletim Oficial Electrónico (BOE) teve um acréscimo significativo do número de utilizador possibilitando a todos o acesso à informações e a tomarem conhecimento dos diplomas legais e outros conteúdos originados dos órgãos da soberania.

Para a PCA, o percurso feito pela empresa e os ganhos registados até ao momento têm permitido cogitar num futuro risonho com a criação de uma base de dados jurídica que permita ao utilizador ter acesso à informação completa referente aos diplomas legais e estatutos de sociedades comerciais, associações, fundações e outras pessoas colectivas publicadas no Boletim Oficial, bem como os acordos do Tribunal Constitucional e obras jurídicas publicadas pela Imprensa Nacional.

Durante o encontro de três dias os participantes vão reflectir sobre os grandes desafios que se colocam às imprensas oficiais na conjuntura actual, bem como discutir as melhores práticas em matéria de disponibilização aos cidadãos de conteúdos legislativos, jurisprudenciais e doutrinários.

AV/ZS

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