Governo vai criar quadro legal que regula comércio ‘online’ no país – responsável do programa QIR

Cidade da Praia, 26 Fev (Inforpress) – O executivo cabo-verdiano já está a pensar em criar um quadro legal que regula o comércio ‘online’ no país, informou hoje na Cidade da Praia, o responsável pelo programa Quadro Integrado Reforçado (QIR).

Gilson Lima, que falava na cerimónia de abertura da formação em “e-Commerce” (comércio electrónico) destinada aos executivos, jovens universitários e empreendedores, a decorrer no Campus da Escola de Negócios e Governação da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), afirmou, ainda, que no comércio ‘online’ existem diversas oportunidades de sucesso.

Por isso, o responsável desafiou os formandos no sentido de, num curto espaço tempo, tenham condições de apresentar um produto que seja vendável no comércio electrónico, um sistema que, no seu entender, ajuda na redução e custo de quem quer enveredar por essa via de negócio.

Apesar das vantagens, Gilson Lima alertou para a complexidade do comércio electrónico e que “vai muito mais além de se criar uma página”, pois, sublinhou, é preciso criar outros dispositivos para pagamento online, forma de distribuição, facilidade de navegação, entre outros.

Contudo, enfatizou, é a forma mais fácil e imediata de conseguir a internacionalização dos produtos cabo-verdianos.

Para o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Carlos Silva, mais do que uma formação, é uma oportunidade que se concede à juventude para poderem iniciar a sua actividade comercial e ter um emprego.

Isto porque, sublinhou, o concelho aposta, fortemente, na formação na área do comércio eletrónico como forma de reduzir a pobreza, garantir o crescimento inclusivo e o desenvolvimento sustentável dos jovens.

“Santa Cruz, como município cuja população é maioritariamente jovem, tem de apostar na formação para poder conseguir garantir emprego jovem. E esta é uma vantagem, pois, as novas tecnologias dão-nos formas de seremos bem-sucedidos no mercado do trabalho e tornarmos jovens empreendedores e comprometidos com o desenvolvimento do concelho”, disse.

A Associação Comercial Agrícola, Industrial e de Serviços de Santiago (ACAISA), responsável por esta acção formativa, por sua vez, agradeceu aos parceiros por terem acolhido, de bom grado, a proposta de formação em “e-commerce”.

Segundo Felisberto Veiga, esta acção insere-se num programa de formação que a ACAISA formalizou para 2018 e tem como preocupação chegar aos jovens que já possuem formação de base e dotá-los de ferramentas necessárias para iniciarem um negocio ‘online’.

“É um inicio de um percurso, que arranca hoje com esta formação destinada a jovens de Santiago Sul enquanto para Santiago Norte será iniciado em Maio. Estamos a preparar uma especialização para ser ministrada em Julho”, informou.

A Escola de Negócios e Governação, de acordo com o seu responsável, participa nesta formação com “muita boa vontade”, pois, a escola “nada mais faz do que formar pessoas para poderem fazer negócio”.

“O ‘e-commerce’ está em voga em vários países do mundo e hoje é o que mais se está a praticar em termos de venda e negócios”, frisou Odair Varela.

Na formação participa uma vintena jovens universitários, executivos e empreendedores, que integrarão uma rede de ‘start-ups’ para desenvolvimento de negócios ‘on-line’ direccionados, preferencialmente, para o mercado da diáspora e da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).

A formação em ‘e-commerce’ visa transmitir ferramentas, competências e procedimentos capazes de permitir aos formandos apropriar-se de habilidades para desenvolver produtos ou serviços nacionais e locais comercializáveis, através da Internet nas plataformas parceiras nacionais.

PC/CP

Inforpress/fim