Governo trabalha a toda velocidade para que 4G seja realidade em Cabo Verde – Olavo Correia

Cidade da Praia, 29 Mai (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, disse hoje que o Governo está a trabalhar a toda a velocidade para que o 4G seja implementado em Cabo Verde com a maior brevidade possível.

“As empresas estão preparadas. Estamos a ultimar o modelo. Temos já uma reunião convocada com todas as operadoras para acordarmos o modelo e acredito que este ano teremos o 4G a começar a funcionar em Cabo Verde”, disse Olavo Correia sem precisar data do início do serviço.

O vice-primeiro-ministro que falava aos jornalistas durante uma visita que realizou hoje a Cabo Verde Telecom (CVT) salientou que este governo quer fazer de Cabo Verde um hub tecnológico, já que conforme disse o país só terá possibilidade de crescer e desenvolver se avançar afincadamente nas tecnologias.

“Queremos fazer da banda larga um bem essencial de acesso a todos em todas as ilhas de Cabo Verde e a bom preço. A CVT é uma marca importante, forte, parceiro estratégico nesse processo e estamos em diálogo com todo o sector para que todo o quadro ecossistema seja modernizado para lá chegarmos”, disse.

Olavo Correia referiu uma vez mais à necessidade de se alterar a lei de bases, que data de 2005, da passagem do 3G para 4G, das alterações ao nível regulatório, da questão da fiscalização e renovação do contrato de concessão e a criação do ecossistema para que as empresas “start up” nesta área possam ter financiamento ou incentivo para poderem desenvolver soluções e vende–las à escala mundial.

“Portanto há aqui uma agenda forte para este ano e estamos a trabalhar conjuntamente para que possamos modernizar as tecnologias e garantir acesso ao melhor preço e criar um ecossistema para que possamos fazer da tecnologia uma base fundamental do crescimento da economia cabo-verdiana.

A criação da nova empresa para gestão das redes das telecomunicações do Estado, poderá dar um impulso nessa matéria, já que conforme frisou o ministro, esta terá uma relação com todas operadoras evidenciando o custo de cada serviço, o que na sua perspectiva poderá ter efeitos no preço.

“Nós queremos que as empresas sejam bem geridas, mais eficientes para que o preço dos serviços seja um preço mais baixo. Nós queremos que a banda larga seja um bem essencial e para ser essencial tem de ser acessível a todos”, salientou o vice-primeiro-ministro.

MJB/FP

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