Governo quer construir um ecossistema do financiamento à economia cabo-verdiana – ministro das Finanças

 

Cidade da Praia, 08 Set (Inforpress) – O ministro das Finanças disse hoje que o Governo quer construir um ecossistema do financiamento à economia cabo-verdiana, melhorando o sistema de informação para que os bancos tenham toda a informação em relação aos potenciais clientes.

Olavo Correia defendeu esta ideia, na Cidade da Praia, ao presidir à cerimónia da tomada de possa dos novos membros do Conselho Consultivo e do Conselho Fiscal do Banco de Cabo Verde (BCV), explicando que para tal, o Estado “não tem que ser um operador financeiro”, já que existem bancos para isso.

Segundo o governante, o Estado deve criar instrumentos que permitem o acesso ao financiamento pela via de linha de financiamento, pela via da bonificação, pela via de partilha de risco para pequenas e médias empresas e de um fundo soberano, em construção, para facilitar o acesso das grandes empresas ao mercado e capital internacional.

“O nosso Governo quer construir um ecossistema do financiamento à economia cabo-verdiana. O problema que se põe é a construção de um ecossistema de financiamento que abrange as micro-finanças, as pequenas, médias e grandes empresas”, frisou, indicando que com a política monetária que o banco central está a adoptar, será possível criar esse ecossistema.

Em relação ao BCV, Olavo Correia lembrou que nesta legislatura, o Governo conseguiu acordar a construção da nova sede da instituição, que apesar de “muita especulação” em como tal poderá demandar recursos do orçamento, é uma solução que “não vai custar” nada ao Estado, pelo contrário, “haverá mais valias do ponto de vista económico e para a própria instituição”.

A revisão da lei orgânica do banco central como forma de dar ao BCV a consolidação da sua autonomia e da sua independência são outras acções em curso, conforme o ministro, juntamente como a liberalização da lei das operações cambiais, o que vai exigir ao banco central novas responsabilidades em matéria de gestão da política monetária e da garantia do regime cambial em vigor.

“Queremos trabalhar conjuntamente para termos uma agenda para a reforma do sector financeiro, criando condições para que Cabo Verde possa ser uma plataforma financeira e podermos domiciliar grandes empresas na área financeira com serviços para o continente africano e para o mundo”, sublinhou.

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