Governo pretende reforçar o posicionamento de Cabo Verde como “aliado credível” para a segurança cooperativa – Ulisses Correia e Silva

 

Cidade da Praia, 16 Jun (Inforpress) –  O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva disse hoje que o Governo pretende “reforçar” o posicionamento de Cabo Verde como um “aliado credível” para a segurança cooperativa e para a diplomacia, paz e tolerância.

De acordo com o PM cabo-verdiano, o desejo do seu executivo é o de fazer do arquipélago um país “seguro, atractivo” para viver, residir, investir e como uma “plataforma de circulação económica no Atlântico Médio”.

Ulisses Correia e Silva estas considerações quando intervinha hoje na cerimónia de abertura do encontro de empresários para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, que decorre de 16 a 18, na Cidade da Praia.

“Cabo Verde deve distinguir-se como um país de baixos riscos políticos, securitários e baixos riscos económicos”, indicou o primeiro-ministro, acrescentando que as riquezas naturais do arquipélago são a estabilidade social, política e que seja um país “confiável nas relações empresariais e nas relações entre outros países do mundo”.

Segundo ele, o capital humano é um “ingrediente básico” para alavancar e sustentar a inserção de Cabo Verde na economia mundial globalizada.

Revelou, por outro lado, que o seu Governo está empenhado em reformar o sistema educativo com vista a dotar o país de um perfil de jovens com “fortes competências” em línguas, como o inglês, francês, português e o mandarim que este ano foi introduzido nas escolas secundárias.

Anunciou, por outro lado, que a Escola de Hotelaria de Cabo Verde e Turismo e o Centro de Energias Renováveis vão ser transformados em instituições de “referência regional e internacional”.

“Numa perspectiva de médio prazo, temos em curso uma acção vigorosa para melhorar o ambiente de negócios em Cabo Verde”, indicou o primeiro-ministro, para depois afirmar que no indicador da liberdade económica o país está classificado como “pouco livre”, na posição 116, mas que a meta do seu Governo é colocar o país no grupo de “liberdade moderada”.

“A pequenez do mercado financeiro é um constrangimento que iremos ultrapassar através da liberalização completa dos movimentos de capitais e da criação de um Fundo Soberano de Garantia de Investimentos Privados para permitir que as empresas tenham acesso ao mercado externo bancário e de capitais para financiarem investimentos de maior envergadura”, garantiu o primeiro-ministro.

Para Ulisses Correia e Silva, nas perspetivas de mercados e de valorização da posição geoeconómica do país, Cabo Verde quer ter um “papel relevante na iniciativa chinesa One Belt One Road (um cinturão econômico e uma rodovia que atravessa os países da antiga Rota da Seda) em ações de conectividade entre a China, a Eurásia e a África Ocidental e a África Lusófona”.

“No índice de competitividade global queremos passar da posição 110 para o top 50”, manifestou o primeiro-ministro, para quem vai ser uma “grande luta e combate para garantir que o país se desenvolva e melhore o seu grau de atractividade e competitividade”.

Reconheceu também, que o risco soberano do país é “elevado”, derivado de excessiva exposição ao endividamento e de “forte dependência das transferências externas”.

“Por isso, é nossa prioridade consolidar as finanças públicas, manter uma boa regulação dos bancos, tornar o Estado eficiente, atrair investimento directo estrangeiro e promover as exportações, como a via de colocarmos, a prazo, num horizonte de uma década, o risco soberano na nota entre BBB e A”, enfatizou o primeiro-ministro, almejando que este encontro seja uma “oportunidade” para os países participantes reforçarem a cooperação económica e empresarial porque “vontade política existe”.

LC/FP

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