Governo está a trabalhar para reduzir o IUR e melhorar o ambiente de negócio no país – ministro das Finanças

Cidade da Praia, 14 Nov (Inforpress) – O Governo está a trabalhar para reduzir a taxa em termos de IUR sobre as pessoas colectivas de 25 por cento (%) para 22% visando melhorar o ambiente de negócio em Cabo Verde, disse hoje o ministro das Finanças.

Olavo Correia, que falava na cerimónia de assinatura do contrato de “Compra e Venda Directa” das Acções da FIC, S.A pelas câmaras de comércio e de turismo de Cabo Verde, disse tratar-se de uma meta “importante” que o governo quer no que tange ao ambiente de negócio no país.

Para além desta proposta, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças fez menção a uma meta ambiciosa do executivo no que respeita ao ambiente de negócios, a criação de um ecossistema para financiamento de pequenas e medias empresas, assim como financiamento para grandes empresas a nível internacional.

“Podemos mudar leis e regulamentos, mas o desafio maior tem a ver com a mudança de atitudes de todos, seja empresários, privado, instituições e Governo. O desenvolvimento é uma questão de atitudes, não uma questão de ter mais ou menos recursos”, defendeu.

Para conseguir tal desiderato, SEGUNDO Olavo Correia, é preciso que os empresários se baseiam em três pilares que fazem a diferença: a liderança, bom quadro de governação e parcerias.

A liderança, indicou o ministro, deve ser assumida por todos, Governo e privados, e a todos os níveis para que o país avance e produza.

“Respeitando estes pilares vamos criar um quadro de gestão em que todos nós somos responsáveis pelos resultados, pois, de nada vale estarmos de costas voltadas. Um bom resultado é bom para todos e o mau é para todos”, enfatizou.

Ainda no seu discurso, o governante manifestou a disponibilidade do executivo em debater e receber propostas das câmaras de comércio para fazer com que as “coisas aconteçam” e consigam, com isso, “mudar o quadro” do sector privado no país.

Para o presidente da Câmara de Comércio de Barlavento, Belarmino Lucas, que falou em nome dos representantes das câmaras de comércio e de turismo, o processo de construção de liderança do sector privado no país sempre esteve “em movimento e em construção”.

“Hoje colocamos mais uma pedra neste edifício que visa ser a liderança do sector privado na economia nacional. E como motor da nossa economia faz-se através da assunção formal da responsabilidade da condução dos destinos da sociedade Feira Internacional de Cabo Verde (FIC)”, sublinhou.

Segundo Belarmino Lucas, a realidade da FIC que hoje, vai ser inaugurada, mostra a relevância da instituição que, ao longo dos anos, tem vindo a solidificar a sua posição e relevância no ponto de vista da produção da economia cabo-verdiana.

Perante este efeito, o presidente da Câmara de Comércio de Barlavento, relevou que mais de duas dezenas de empresas se encontravam na lista de espera para estar presente na vigésima segunda edição da FIC.

Belarmino Lucas, que destacou a importância de o sector privado dirigir a FIC, sublinhou por outro lado, que ao Governo cabe criar as condições quadro e ambiente de negócios favorável à realização de negócios.

“Com esta acção assumimos a responsabilidade de promoção de negócio no país e o desafio da internacionalização das nossas empresas e da nossa economia visando levar o nosso desenvolvimento, economia e sector privado a outro patamar”, frisou.

Com a assinatura do contrato de “Compra e Venda Directa” das Acções da FIC, S.A, que se realizou hoje, a gestão da feira passa a ser efctuada pelas câmaras de comércio e de turismo de Cabo Verde.

PC/CP

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