Governo e parceiros validam a Plataforma de Gestão de Riscos Agrícolas em Cabo Verde

Cidade da Praia, 10 Mai (Inforpress) – O Governo e parceiros validaram hoje as propostas concretas de soluções de Gestão de Riscos Agrícolas em Cabo Verde para tornar o produtor mais resiliente, devido à instabilidade dos preços dos produtos agro-pecuários no país.

Cabo Verde, assim como oito países da África subsaariana, teve em 2013 o apoio da Agência da Nova Parceira para o Desenvolvimento da África (NEPAD), para a elaboração de um plano de acção de gestão de riscos agrícolas.

Após a sua validação em 2016 pelo Governo de Cabo Verde, hoje o Ministério da Agricultura e Ambiente e os parceiros voltaram a reunir-se, na Cidade da Praia, em um ateliê de Restituição e Divulgação dos Resultados Finais do Processo Plataforma de Gestão de Riscos Agrícolas em Cabo Verde (PARM).

Para o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, que presidiu à abertura deste ateliê, qualquer país apresenta riscos, mas Cabo Verde por ser um estado insular em desenvolvimento, situado no prolongamento do Sahel, enfrenta “maiores fragilidades” nesta matéria.

De acordo com o referido estudo, os principais riscos agrícolas identificados no país estão ligados à seca, chuvas torrenciais, pragas das culturas, doenças nos animais, volatilidade dos preços dos produtos agrícolas.

“Os preços apresentam uma grande variação numa base anual e sazonal para além da pequenez e fragmentação imposta pela insularidade, a fraca diversificação das culturas, bem como a fraca competitividade do comércio tornam os riscos do mercado ainda mais graves”, afirmou o ministro.

O estudo, informou, recomenda a transformação de um sector resiliente que depende menos da variabilidade da chuva, que produz mais e com mais eficiência e qualidade, com produtores organizados e integrados em cadeias de valores bem estruturadas, voltadas para o rendimento da família, num sector económico que contribuiu para o aumento do PIB nacional e uma agricultura que aposta em tecnologias, entre outros.

Gilberto Silva disse estar convicto de que esse estudo analisa bem os factores de riscos, indica soluções da sua gestão, tendo em vista a estruturação das cadeias de valores, o crescimento das organizações dos produtores, o incremento da oferta de serviço financeiro destinados ao sector agrário e medida de facilitação e de incentivo à classe produtiva.

Ainda o mesmo identifica o papel dos parceiros e propõe um conjunto de acções concretas e com calendários concretos para a gestão de riscos no país, acrescentou.

Após a validação deste estudo, o ministro assegurou que o próximo passo é iniciar uma negociação com os parceiros na mobilização de recursos financeiros e de assistência técnica para que possam implementar de melhor forma todas as recomendações feitas.

Por sua vez, o ponto focal da NEPAD, Clarimundo Gonçalves, disse que o apoio desta agência não termina por aqui, pois numa segunda fase vão apoiar o Governo, fornecendo apoios necessário em termos de reforço de capacidade e identificação de infra-estruturas que permita a funcionalidade dessas ferramentas da gestão de riscos, bem como na criação de um ambiente favorável, através da implementação de políticas agrícolas, comerciais e financeiras adequadas.

AM/ZS

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