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Germano Almeida vai à Cimeira da CPLP no Sal a convite do Presidente da República

Cidade da Praia, 13 Jul (Inforpress) – O escritor Germano Almeida, a convite do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, vai participar na Cimeira de países lusófonos que se realiza nos dias 17 e 18, na cidade de Santa Maria, ilha do Sal.

A mobilidade das pessoas ao nível da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) é um dos temas da cimeira de Santa Maria e Germano Almeida considera ser uma “iniciativa boa”.

Para o escritor vencedor do Prémio Camões-2018, a mobilidade é um assunto que diversos países da comunidade já tentou, inclusive Cabo Verde, mas “sem grandes resultados”.

“Esperemos que esta iniciativa (mobilidade) de Cabo Verde, enquanto na presidência da CPLP, consiga convencer os demais membros desta necessidade”, desejou.

Quando fala da mobilidade, Germano Almeida diz não pensar na generalidade da população, porque isto “não será viável”, mas defende que determinadas classes profissionais como artistas, empresários, comerciantes, jornalistas deviam circular com “maior facilidade” nos países membros da comunidade, uma vez que são pessoas que não estão interessadas em mudar do local de residência.

“Neste momento, temos um conjunto de restrições, sobretudo ao nível dos vistos, que nos impede de circular com facilidade entre os nossos países”, lamentou.

Instado sobre as suas expectativas em relação à cimeira do Sal, afirmou que não espera muito deste encontro de Chefes de Estado e de Governo.

“Confesso que esperei muito da CPLP, aliás, participei na primeira reunião que se realizou em Brasília (Brasil) e em certo sentido a organização funcionou como uma desilusão”, indicou, mas explica que o facto de os países pertencerem a determinadas regiões acaba por condicionar o desejo de uma livre circulação das pessoas.

Cita como exemplo Portugal que, permitindo a livre circulação de pessoas da CPLP, estaria a consentir a entrada desses cidadãos na União Europeia, comunidade de que faz parte e não está autorizado a fazer isso.

A cultura é uma das temáticas do país, que vai apresentar uma proposta de criação de um mercado comum cultural e de realização de iniciativas culturais, como bienais ou prémios de artes.

Para além dos membros que enformam a Comunidade, a CPLP tem como observadores associados países como a Geórgia, a Hungria, o Japão, a República Checa, a República Eslovaca, a República das Maurícias, a República da Namíbia, a República do Senegal, a República da Turquia e o Uruguai.

A realização da Conferência de Chefes de Estado e de Governo coincide com o aniversário da CPLP, que a 17 de Julho completa 22 anos de existência.

A CPLP foi criada a 17 e Julho de 1996, em Lisboa, por sete Estados: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

LC/FP

Inforpress/Fim