Fundo de Promoção do Emprego e da Formação já disponibilizou 178 mil contos para formação profissional (c/áudio)

Cidade da Praia, 12 Set (Inforpress) – Cerca de 178 mil contos do Fundo de Promoção do Emprego e da Formação (FPEF) já foram desembolsados para formação profissional e actividades geradoras de rendimento, revelou hoje o gestor executivo do fundo, Denílson Borges.

Denilson Borges, que falava à imprensa após a apresentação pública dos resultados do 14º concurso ao FPEF e lançamento do 15º, afirmou que desde a sua criação em 2013 os financiamentos do fundo rondam já os 350 mil contos, dos quais 178 mil contos foram desembolsados para formação profissional e actividades geradoras de rendimento.

Concernente ao 14º concurso, este foi lançado a nível nacional no dia 20 de Março e encerrado a 20 de abril deste ano. Foram recebidas 792 candidaturas, sendo que 702 foram selecionadas e cerca de 57 mil contos gastos com financiamento de propinas para jovens no 14º concurso.

Esses jovens foram beneficiados com financiamento garantido para frequentar formação profissional nas mais diversas entidades formadoras do país. As áreas mais procuradas são áreas de Energias Renováveis, Turismo e Serviços Financeiros

“Aqueles que não foram selecionados foi porque não preencheram os requisitos, nomeadamente a idade, o curso deve se enquadrar na estratégia de desenvolvimento do país, e é uma condição essencial que a entidade formadora seja acreditada porque é o garante da qualidade da formação em si”, explicou Denílson Borges.

Ou seja, acrescentou, todos os jovens com idades compreendidas entre 16 a 30 podem se candidatar desde que estejam matriculados ou a frequentar uma formação profissional.

As bolsas são reembolsáveis, mas 10 por cento são a fundo perdido. Trata-se de uma forma de   incutir nos jovens que a formação profissional não é gratuita. “O jovem tem que comparticipar e comprometer-se com o futuro, se quisermos ter um país sustentável e ter mecanismos eficientes de formação profissional, devemos todos contribuir para que haja recursos para financiamentos futuros,” ajuntou Borges.

Os cursos de formação profissional têm aproximadamente a duração de 18 meses e os desembolsos são feitos mensalmente. Isto, segundo a mesma fonte, é para assegurar que o jovem frequente a formação e esteja inserido numa escola acreditada e ainda para garantir que após a formação teórica tenham a formação prática nas empresas e em outras instituições.

Conforme Denílson Borges, depois de terminar o curso e transcorrido um ano após a formação é verificada a taxa de inserção profissional. Neste momento, revelou, a taxa de inserção dos jovens no mercado de trabalho ronda os 70 por cento.

Por causa disso, considerou que o impacto do fundo é visível, isto tendo em conta o número de jovens beneficiários tanto da formação profissional ou como autoemprego.

“Só a nível de jovens com financiamento para frequentar a formação profissional temos mais de quatro mil, para autoemprego temos cerca de 109 jovens directos, mas poderemos estimar cerca de 200 indiretos,” destacou realçando que apesar de a ilha de Santiago concentrar o maior número de entidades formadoras, há financiamentos para jovens das outras ilhas como da Boa Vista e do Maio que frequentam cursos na Escola de Hotelaria e Turismo.

O Fundo de Promoção do Emprego e da Formação foi criado para garantir e facilitar o acesso dos jovens ao programa de formação profissional. O 15º concurso ao fundo será aberto em breve e o edital será publicado em finais de setembro.

Entretanto, o secretário de Estado para Inovação e Formação Profissional, Pedro Lopes, destacou que no 14º concurso o número de beneficiários foi duplicado porque são 700 jovens que vão beneficiar do fundo.

Segundo Pedro Lopes com isso abre-se uma nova era em que  “a formação profissional é feita à medida das necessidades das nossas empresa”.

CD/FP

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