Francofonia: Futuro da organização pertence à África – Presidente da Assembleia Parlamentar

Cidade da Praia, 17 Mai (Inforpress) – O presidente da Assembleia Parlamentar da Francofonia (APF), Jacques Chagnon, disse hoje estar consciente de que o futuro da Francofonia pertence à África.

Jacques Chagnon fez essa apreciação na cerimónia de abertura da 26ª Assembleia Parlamentar Regional de África da Francofonia, que decorre na Cidade da Praia até sexta-feira, com a participação de 19 delegações de países francófonos e convidados do Canadá e da Europa.

“Dos temas que vamos discutir destaca-se a crise migratória, o que nos leva a constatar da existência de piores situações face ao ser humano, pelo que devemos ser capazes de ajudar com soluções que auxiliam para o futuro da humanidade”, afirmou.

Segundo Jacques Chagnon, perante a situação que se vive no que tange a crise migratória, deveria haver um plano para mobilizar África, Europa, América e Ásia no sentido de trabalharem para melhorar o sistema.

Este, segundo o presidente da APF, deve ser o papel de todos quanto fazem parte da organização francófona, particularmente, os jovens africanos.

Já o presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Jorge Santos, que evocou os fundadores da Francofonia, Leopold Senghor, Habib Bourguiba, Hamani Diori e Pierre Eliot Trudeau, realçou a importância do espaço para troca de experiências, políticas, linguísticas, cultural, económico e comercial, mas sobretudo humanista.

Lembrou ainda, que a Francofonia é uma forma racional de se colocarem questões e de soluciona-las, mas sempre com a referência no homem, visto que foi desenhado para cobrir os cinco continentes, utilizando a língua francesa como veiculo de comunicação.

“Esta assembleia parlamentar marca a retomada, com força e vigor, da nossa participação na Francofonia, depois de alguns anos de relativa ausência. Nesta retoma, está engajada toda a nação e suas instituições para debatermos temas de relevância para a nossa África”, asseverou.

Por sua vez, o secretário-geral da APF, Jacques Krabal, referiu-se sobre Cabo Verde como uma “verdadeira passarela” entre a Europa, África, América e Caraíbas, as culturas e civilizações.

“O nosso mundo está em constante mudança e, por isso, temos de trabalhar para poder estar em consonância com esta mudança, para a sustentabilidade da África e a promoção social, económica e humana”, frisou.

Para o presidente da Assembleia Nacional da Costa do Marfim e vice-presidente de APF, Guillaume Kigbafori, é preciso que os países que formam a Francofonia na África trabalhem em parceria para poderem reforçar a actuação da região.

O tema em debate nesta assembleia na região africana, segundo Guillaume Kigbafori, é “muito difícil”, mas as cooperações mútuas a nível mundial devem servir para que em 2018 se possa tornar as “coisas mais fáceis” numa Francofonia mais solidária e mais justa.

No período da tarde de hoje a Assembleia Parlamentar Regional de África da Francofonia irá debater o tema “Crise imigratória e o respeito dos direitos humanos em África” e, na sexta-feira, a “Segurança em África” e “A Francofonia uma ponte para a integração económica em África”.

PC/CP

Inforpress/Fim