Francofonia: Deputada defende um modelo de desenvolvimento próprio que permita vencer tendências da imigração africana

Cidade da Praia, 17 Mai (Inforpress) – A deputada de Cabo Verde Gisele Antoinelle Lopes defendeu hoje a criação de um modelo de desenvolvimento próprio que permita vencer as tendências da imigração africana e que valorize as competências do continente.

O repto foi lançado pela deputada cabo-verdiana hoje, na Cidade da Praia, durante a sua intervenção no painel “Crise imigratória e o respeito dos direitos humanos em África”, no âmbito da 26ª Assembleia Parlamentar Regional de África da Francofonia, que decorre na Cidade da Praia até sexta-feira, e que conta com a participação de 19 delegações de países francófonos e convidados do Canadá e da Europa.

Segundo Gisele Antoinelle, o fluxo migratório não é um fenómeno novo, mas sim uma questão que interpela a todos e que requer medidas que permitam o desenvolvimento do continente e a valorização das competências locais e da inteligência africana.

“Proponho um modelo de projecto social que nos permite vencer as tendências, valorizar as competências africanas”, sublinhou a deputado que defendeu a criação de um modelo próprio de desenvolvimento sendo que nos dias de hoje África não é liderada por africanos, mas sim por europeias, chineses e outros povos.

No seu ponto de vista, os acordos internacionais assinados pelos países africanos não favorecem a indústria nem o desenvolvimento local e os próprios países africanos não valorizem os recursos naturais existentes no continente e nem tiram o proveito

Por seu turno, o deputado do parlamento do Togo, Fafasa Bessifisul sublinhou a ideia de que o fenómeno da imigração é uma questão que exige a participação activa dos parlamentares e de política eficaz que permita atacar a dificuldade real encontrada no país de origem, de trânsito e de acolhimento.

Segundo o deputado, o drama da imigração necessita de medidas e mecanismos jurídicos e de regularização que protege os imigrantes.

“A questão migratória é um tema da actualidade, e segundo os dados das Nações Unidas, em 2015 cerca de 250 milhões de pessoas eram consideradas como emigrantes e 20 milhões estavam em situação irregular”, revelou frisando que a emigração resulta da miséria, da guerra civil, desastre climático e tem impacto controverso na sociedade civil.

Nesta sexta-feira, 18, serão debatidos temas, e entre eles “Segurança em África” e “A francofonia uma ponte para a integração económica em África”, “Situação política e segurança em África Francófona”.

Para além dos países da francofonia da região africana, participam no encontro o presidente da Assembleia Parlamentar da Francofonia do Québec (Canadá), o secretário-geral da Francofonia e o presidente da Francofonia África.

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