Fogo: Plano de desenvolvimento sanitário reafirma compromisso do Ministério da Saúde para melhorar o sector – DNS

 

São Filipe, 12 Mai (Inforpress) – A elaboração dos planos de desenvolvimento sanitário das diferentes regiões é o reafirmar do compromisso do Ministério da Saúde e da Segurança Social para melhorar cada vez mais a saúde dos cabo-verdianos onde quer que esteja.

A afirmação é da directora nacional da Saúde, Maria da Luz, no encerramento do ateliê de validação do plano de desenvolvimento sanitário da região Fogo e Brava, realizado em simultâneo nas duas ilhas nos dias 11 e 12 de Maio.

“A estratégia de fazer a validação dos planos sanitários nas diversas regiões sanitárias veio reforçar a política de proximidade que o Ministério da Saúde quer imprimir”, disse esta responsável, indicando que a socialização dos planos com todos os parceiros, Organizações Não-Governamentais e aqueles que participaram, desde a fase de elaboração até a validação para recolher subsídios, fortalece a abordagem multissectorial numa visão de que a saúde é de e para todos.

Segundo Maria da Luz, há necessidade de uma aproximação aos parceiros e da população para poder melhorar os indicadores, observando que com o engajamento e empenho dos participantes do ateliê, acredita que o plano reflete a realidade da região e que existe capacidade para a sua implementação.

“Acreditamos que somos capazes de melhorar os indicadores com os recursos que temos e estamos a trabalhar para mobilizar mais recursos para implementar o plano e se até 2021 conseguirmos 80 por cento (%) seria muito bom”, disse a directora nacional da Saúde.

Por seu turno, o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariano Castellón sublinhou no encerramento do ateliê, que não existe plano perfeito ou completo e que o plano  de desenvolvimento sanitário da região Fogo e Brava, terá necessidade, a médio e longo prazos, de ser complementado com outras dimensões pelo Ministério da Saúde e dos seus parceiros.

Depois da discussão para validação do plano e recolha de subsídios para a sua melhoria, Mário Castellón disse que fica o desafio da sua implementação, indicando que o primeiro desafio caberá ao Ministério da Saúde e da liderança da região sanitária para desenvolver a capacidade de comunicação e de conduzir a respostas institucionais e regionais em relação a agenda de saúde pública.

Outro desafio, segundo o mesmo, é o de manter a intersectorialidade, a articulação entre o primeiro nível e segundo níveis de atenção, dentro da região e com hospital de referência para a região, assim como a necessária articulação entre a região e o Ministério da Saúde.

Para Paula Rodrigues, consultora da empresa Antares, responsável pela elaboração do plano, o ateliê foi momento para conhecimento da realidade, das necessidades e especificidades locais e as situações contadas pelos próprios profissionais da saúde e pelos outros agentes e forças vivas da região, é importante para introduzir e melhorar ainda mais as iniciativas que estão a ser propostas para este período.

“Os objectivos foram amplamente conseguidos porque houve uma participação muito activa dos intervenientes e as contribuições serão tidas em conta para trazer uma mais-valia e incorporar as iniciativas previstas para o plano”, disse a consultora, indicando que o plano tem uma estrutura e um objectivo muito concreto.

De uma forma sistematizada, faseada e actuando em quatro vertentes, nomeadamente infra-estruturas, carteiras de serviços, recursos humanos e intersectorialidade e cooperação, pretende-se ao longo dos próximos cinco anos, reforçar os meios e o acesso da população ao cuidado de saúde com mais meios competências, eficiência e qualidade, para no final poder apresentar melhores indicadores de acesso e cuidado, eficiência dos recursos disponíveis e de qualidade da prestação dos cuidados da saúde.

Segundo a mesma, o plano tem um objectivo e uma meta perfeitamente estabelecidos e com o engajamento de todos os intervenientes vai se conseguir dar um salto qualitativo e ter mais saúde para a população.

Paula Rodrigues disse que a actuação do plano vai contribuir para a melhoria dos indicadores de saúde, advogando que o reforço de meios para poder ter mais recursos e disponibilizar uma actuação conjunta, mais apoio à comunidade, a realização de um trabalho de prevenção e reforçando a promoção/prevenção no diagnostico precoce, acompanhamento de situações cronicas e reforço, tem por finalidade melhorar os indicadores, que estão abaixo da media nacional, e aproximá-los aos níveis nacionais.

JR/FP

Inforpress/Fim