Fogo: Há que compatibilizar os interesses individuais e do Estado e garantir a qualidade de Chã das Caldeiras – PM

São Filipe, 21 Mar (Inforpress) – O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, defendeu a necessidade de se compatibilizar os interesses individuais e do Estado, de modo a garantir a qualidade da zona turística de Chã das Caldeiras.

Ao ser questionado sobre as recentes medidas anunciadas pelo Governo e as autarquias da ilha sobre as construções em Chã das Caldeiras, o Chefe do Governo explicou que está em fase de elaboração do plano de ordenamento de Chã , para definir onde construir e a tipologia das edificações, que contarão com apoio de uma equipa das Ilhas Canárias para garantir a compatibilização entre os dois interesses.

“Não podemos permitir que se estrague o potencial de Chã das Caldeiras”, disse Ulisses Correia e Silva, indicando que em relação às construções existentes, vai-se avaliar e as que podem ser regularizadas, far-se-á a regulação em termos de titularização, mas aquelas que estão em zonas de riscos não serão permitidas.

“Temos responsabilidade pública, não vamos colocar as pessoas em riscos porque não estamos a pensar que amanhã ou daqui a alguns anos, poderá ocorrer uma outra erupção”, disse o Chefe do Governo, para quem é necessário compatibilizar tudo isso, porque são vários os interesses em jogos.

De um lado , lembrou, estão os interesses individuais, legítimos, e, do outro, os interesses do Estado, que tem de garantir qualidade ambiental, protecção futura e protecção contra o risco, porque, conforme explicou, “se amanhã houver algum problema iremos ser culpados pelo facto de não ter tomado as decisões que é não permitir as construções em zonas de riscos”.

Ulisses Correia e Silva reconhece de que “há quem esteja interessado em aquecer o clima, porque há politicas metido nisso tudo”, observando que o Governo está a desenvolver as pontes para equacionar os problemas, o que exige que todas as partes facilitem, porque “não se pode tomar decisões hoje e dizer o assentamento vai ser neste sitio e amanhã dizer que é noutro lugar”-

Segundo o chefe do Governo, “isso tudo perturba”, e recordou que o executivo já tinha lançado concurso e até adjudicado as obras e voltou-se a ponto zero, observando que o seu Governo quer resolver o problema e criar um ambiente favorável em que todos estejas sintonizados com as necessidades, excluindo tudo que é “politiquice que não ajuda a resolver mas cria problemas”.

JR/JMV

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