Fogo: Franceses, suíços e alemães no topo da lista dos turistas que mais procuram a ilha

 

São Filipe, 16 Jun (Inforpress) – Os franceses, suíços e alemães estão no topo da lista dos turistas que mais preferem a ilha do Fogo, segundo dados comparativos dos inquéritos realizados aos turistas, em Agosto de 2016 e Fevereiro de 2017.

De acordo com os dados, cerca de três quartos dos turistas que visitam a ilha do São Fogo são provenientes destes três países, com os franceses à cabeça, com 36 por cento (%), seguido de suíços, com 20% e Alemães com 17%, sendo que a maior parte dos visitantes são pessoas na faixa etária entre os 60 a 70 anos (30%), seguido de pessoas com idade entre os 30 a 40 anos (22%) e de menos de 30 anos com 10%.

O objectivo do inquérito era ver qual a diferença entre os dados e dessa forma ter uma visão mais clara para poder definir a melhor estratégia do ecoturismo a nível regional.

Segundo Carla Cossu, da ONG Italiana Cospe, responsável pela implementação do projecto de desenvolvimento do ecoturismo sustentável e solidário e valorização do património cultural/social/ambiental, denominado “Fogo, Água, Terra, Ar” (FATA), financiado pela União Europeia, o resultado foi “muito interessante” com alteração a nível de proveniência.

Os dias de estada na ilha do Fogo diminuíram, em média a permanência é de três dias e meio, mas em contrapartida a ilha recebeu mais turistas, sendo que a maior emoção e motivo da visita é o vulcão, com 53%, seguido das pessoas, com 28%, caminhada (17%) e natureza/paisagem (02%).

Para Carla Cossu, isso, por um lado é bom, mas, por outro, significa que ainda é necessário promover a ilha, como a parte do café e da cidade de São Filipe com os sobrados e todo o aspecto arquitectónico, observando que há muito trabalho ainda por fazer.

Em termos de serviço prestados, nomeadamente guias, escalada vulcão, a nota é positiva na opinião de 68% dos turistas inqueridos, mas 11% atribuíram notas negativas a alguns serviços, como a ausência de actividades recreativas.

Os produtos mais apreciados são o vinho do Fogo (37%), café (27%) e queijo (24%).

Na parte das fraquezas destacam-se ainda a falta do posto de informação turística, lixo na rua, actividade na praia, ligação inter-ilhas, painéis sinaléticos e serviços de táxi/autocarro, dai a necessidade de organizar pequenos eventos, não só para os turismos mas também para as pessoas residentes.

JR/JMV

Inforpress/Fim