Fogo: Adega definitiva terá capacidade para transformar 750 toneladas de uvas

 

São Filipe, 26 Abr (Inforpress) – A adega definitiva de Chã das Caldeiras, cujo projecto foi apresentado terça-feira, terá capacidade para transformar 750 toneladas de uvas, perto de meio milhão de litros de vinho e representa um investimento de perto de 400 mil contos.

A nova unidade industrial vai situar-se no interior da Caldeira, no espaço conhecido como “Cabo Nho Ernesto”, entre Boca Fonte e Portela, localizado a 47 metros a cima do nível das lavas da ultima erupção vulcânica.

Segundo a equipa técnica de Tenerife (Canarias) responsável pela sua elaboração, este espaço foi seleccionado entre quatro pontos indicados devido a facilidade na acessibilidade, segurança, acesso à agua e impacto ambiental.

A adega definitiva é um edifício de dois pisos com espaços para melhor separação e valorização de uva e melhor eficiência energética e ocupa uma área de oito mil metros quadrados, com zonas de envelhecimento de vinho com capacidade para até 30 mil litros.

Terá ainda zona para processamento, recepção da matéria-prima, de engarrafamento devidamente equipado e com autonomia no seu funcionamento e área para destilação.

Este empreendimento económico comporta ainda um espaço anexo para transformação de frutas com capacidade para 200 toneladas/ano, espaço para serviço de restauração, área administrativa e para reunião com capacidade para receber todos os sócios, e espaço para serviço de turismo, de entre outros.

A nova adega, construção e equipamento, representa um investimento de 310 mil contos, dos quais o Governo já tem mobilizado 80 mil contos para a construção e equipamento da primeira fase, cujo processo de edificação deverá acontecer antes do final deste ano de modo que a mesma poderá servir para as vindimas de 2018.

O primeiro-ministro, que testemunhou a apresentação do projecto, disse que o seu Governo vai “apostar forte” na edificação da futura adega, que representa um investimento de quase 400 mil contos.

“Vamos construir uma adega à dimensão daquilo que, talvez nunca tínhamos sonhado, não temos que andar pequenininho”, disse Ulisses Correia e Silva, para quem é preciso pensar num ritmo que poderá levar anos mas permitir acelerar os passos e sair da pobreza e produzir mais riqueza de forma organiza.

O modelo de adega, indica, é um exemplo, e “vamos faze-la em condições” com um bom sistema de produção, com qualidade e capacidade de colocar os produtos ainda mais no mercado, com serviços de restauração e de apoio a turismo.

“A diferença entre pobreza e a riqueza é a organização e atitude, porque o resto a natureza tem”, disse o chefe do executivo para quem o ponto de partida para se conseguir dar a volta a situação, é “ter atitude correcta, ser positivo, valorizar e pensar que a vida não termina amanhã e que temos responsabilidade com as próximas gerações”.

O projecto da adega definitiva deixou os viticultores de Chã das Caldeiras impressionados e perspectivam melhores dias.

Para David Monteiro “Neves”, responsável da adega cooperativa Chã, o projecto é “muito interessante” e a sua concretização vai permitir ter uma adega com todas as condições que facilite um excelente trabalho para continuar a produzir bons vinhos.

“É uma adega sofisticada e permitirá elaborar um bom vinho”, disse aquele responsável da adega Chã, para quem o facto da mesma ter uma capacidade para transformar 750 toneladas de uvas/ano, cerca de 500 mil litros de vinho, vai resolver os problemas para médio prazo, isto é para os próximos 10 a 15 anos.

Disse que todos os anos regista-se o crescimento acelerado da área de produção de vinha com mais plantações e, se tudo correr bem e se não houver constrangimento, o sector vinícola voltará a estar num patamar elevado de desenvolvimento.

Para este ano, as perspectivas “são excelentes”, devido ao aspecto vegetativo das plantas, que estão em plena floração, e segundo Neves, que é também técnico agrário, 2017 é um dos melhores anos já que nunca as videiras apresentaram bom aspecto vegetativo nesta fase e perspectiva-se uma produção, se não ocorrer nenhum fenómeno natural adverso, igual ou superior a 2014.

Segundo Neves, a adega provisoria tem capacidade para pouco mais de 100 mil litros e, como a definitiva não será uma realidade este ano, a adega está a perspectivar planos de modo a absorver toda a produção.

O primeiro-ministro perspectiva ainda, para este ano, o arranque das obras da construção da adega definitiva de Chã das Caldeiras.

JR/CP

Inforpress/Fim

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