Fogo: A doença com maior repercussão na região Fogo e Brava é o alcoolismo – autarca Carlos Fernandinho

 

São Filipe, 08 Jul (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal dos Mosteiros afirmou na abertura da conferência sobre “saúde e segurança social na região Fogo e Brava”, realizada esta sexta-feira, que a doença com maior repercussão na região está relacionada com o alcoolismo.

De acordo com o autarca, há um ambiente propício para o consumo do álcool e outras drogas e por isso há necessidade de se concentrar no combate ao alcoolismo e drogas, um trabalho que segundo o mesmo, tem de ser partilhado e envolvendo as autoridades sanitárias, escolas, igrejas e sociedade civil.

Entretanto, realçou que para reverter o quadro é necessário se apostar na informação e na educação em matéria de saúde.

Outra questão mencionada pelo edil está relacionada com a transferência de doentes e neste particular indicou que a edilidade dos Mosteiros gasta mensalmente mais de 200 contos neste processo, adiantando que a realização de consultas de especialidades de forma descentralizada reduziria o encaminhamento de doentes para outras unidades hospitalares.

A deputada do PAICV pelo círculo eleitoral do Fogo, Eva Ortet explicou as razões que levou o Grupo Parlamentar do seu partido a programar esta conferência, visando a recolha de subsídios para preparação do debate sobre o estado da nação.

Segundo a mesma, apesar dos investimentos e da melhoria dos sectores de saúde e segurança social, para evitar retrocessos é necessário introduzir melhorias.

Após a abertura foram apresentados três painéis, nomeadamente a região sanitária Fogo e Brava, a segurança social, e a perspectivas futuras e ganhos para o sistema de saúde na região, apresentados por Luís Sanches, Marcos de Oliveira e Francisco Alves.

A região sanitária cobre duas ilhas e quatro municípios, dispondo de um hospital regional, três delegacias de saúde, quatro centros de saúde, um centro de saúde reprodutiva, quatro postos sanitários e 11 unidades sanitárias de base.

O hospital regional São Francisco de Assis, dispõe de uma Unidade de Cuidado Intensivo com capacidade para três camas, mas que nunca funcionou por falta de recursos humanos, assim como outras valências que apesar de existir, na prática nunca funcionaram.

Em termos de necessidades, além de recursos humanos, sobretudo de especialistas como ortotraumatologista, pneumologista, otorrino, cardiologistas, há necessidades de materiais consumíveis e alguns equipamentos, assim como elevação da qualidade do laboratório.

A nível de São Filipe as necessidades passam pela construção ou transformação das antigas instalações do hospital num centro de saúde, de um posto sanitário para cobrir a zona sul do município, a construção de quatro unidades sanitárias de base, incluindo a reabertura da USB de Campanas de Cima, assim como a criação de uma ala para interrupção voluntária da gravidez (IVG).

Já a necessidade de Santa Catarina passa pela remodelação ou construção de um centro de saúde, construção de duas USB e a elevação da USB de Achada Furna a categoria de posto de saúde, enquanto os Mosteiros carecem de reabilitação do centro, elevação de USB de Achada Grande a categoria de posto de saúde e a construção de duas USB.

Para a Brava é necessário a remodelação ou construção do centro de saúde, remodelação dos postos de saúde de Furna e de Nossa Senhora do Monte e a construção de duas USB.

Concernente à transferência de doentes, dados estatísticos de 2016, indicaram que da ilha do Fogo foram encaminhados para outros hospitais um total de 476 doentes com 181 acompanhantes, e da Brava foram encaminhados outros 285 doentes e 104 acompanhantes.

Várias questões foram analisadas quer a nível da saúde e segurança social, como parcerias publicas-privadas, através de aproveitamento das clinicas privadas existentes na região e em benefício da população.

Face aos dados apresentados, o deputado do PAICV, Nuias Silva disse que o seu grupo vai exigir que o Governo continue o processo que estava em curso no sector de saúde, como a construção do centro de saúde de raiz para Santa Catarina, construção ou reabilitação do antigo hospital para que se transforme num centro de saúde (São Filipe), dotar a região de mais recursos humanos, nomeadamente especialistas, elevação de USB para postos de saúde, criação de USB em locais onde não existem estes serviços.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

 

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