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FECAD sensibiliza autoridades públicas e privadas para a necessidade da inclusão social das pessoas deficientes

 

Cidade da Praia, 12 Dez (Inforpress) – A Federação Cabo-Verdiana de Associações de Pessoas com Deficiência (FECAD) está a sensibilizar as autoridades centrais, locais e privadas para a necessidade da inclusão social das pessoas deficientes e do cumprimento do decreto lei nº 20 de 2011.

A informação foi dada à Inforpress, pelo vice-presidente da FECAD, António Melo, à margem do primeiro encontro para levantamento das precisões especificas para pessoas com necessidades especiais em espaços turísticos e de lazer, que acontece hoje e quarta-feira, na Cidade da Praia.

Avançou que o prazo para a implementação do decreto lei para pessoas deficientes termina em Fevereiro do próximo ano, ou seja, todos os edifícios que já estavam construídos quando a lei foi aprovada devem cumprir as normas e técnicas de acessibilidade.

Para tal, António Melo informou que a FECAD já se reuniu com algumas entidades do Governo central com o intuito de sensibiliza-las para a necessidade do cumprimento do decreto lei e da inclusão social das pessoas portadoras de deficiência.

Acrescentou ainda, que estão previstas ainda formações com os agentes turísticos, gerentes de hotéis, de restaurantes e de locais históricos para uma maior divulgação e conhecimento dessa lei.

“Durante esses seis anos, constatamos que as acções no terreno a nível de acessibilidade são ainda poucas, mas podemos ver algumas iniciativas como colocação de passeios, rampas de acessibilidade e elevadores, implementadas pelas câmaras municipais da Praia e do Sal”, afirmou assegurando que depois do mês de Fevereiro terá início o processo de fiscalização.

O encontro para levantamento das precisões especificas para pessoas com necessidades especiais em espaços turísticos e de lazer acontece no âmbito do projecto “Acesso à Cultura em Cabo Verde e Desenvolvimento Turístico e de Representação das Pessoas com Deficiência” (ACCEDERE), financiado pela União Europeia em 90 por cento, no valor de 354.380,87 euros (cerca de 39 mil contos).

Reúne cerca de 20 pessoas com deficiência das ilhas da Boa Vista, Fogo, Maio e da Brava e nele serão analisadas e inventariadas as necessidades de acessibilidade e prestação de serviços das pessoas com necessidades especiais em espaços de turismo e de lazer.

“A proposta desse projecto é tornar acessível o património cultural cabo-verdiano para todas pessoas com deficiência”, sublinhou António Melo, que se mostrou confiante que os objectivos preconizados serão alcançados.

Segundo o vice-presidente da FECAD, essa mesma formação irá acontecer no dia 14 de Dezembro, em São Vicente, para os deficientes desta ilha, de Santo Antão, do Sal e de São Nicolau.

O projecto ACCEDERE tem uma duração de três anos e visa trabalhar com autoridades e agentes turísticos para melhorar as condições de acessibilidade para turismo às pessoas com deficiência.

AV/CP

Inforpress/Fim