FAO e Cabo Verde assinam acordo para “Reforço de Resiliência Agro-pastoril da ilha de Santiago”

Cidade da Praia, 15 Jul (Inforpress) – A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Cabo Verde assinaram hoje, na cidade da Praia, um acordo de 276 mil dólares para o projecto “Reforço de Resiliência Agro-pastoril da ilha de Santiago”.

O protocolo foi assinado pelo ministro da Agricultara e Ambiente, Gilberto Silva, e pelo director-geral da FAO, José Graziano da Silva, que se encontra em Cabo Verde para participar no Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSAN) da CPLP, que se realiza segunda-feira, 16, e na XII Conferência de Chefes de Estado e do Governo da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, prevista para 17 e 18 deste mês, na ilha da ilha do Sal.

O projecto “Reforço de Resiliência Agro-pastoril da ilha de Santiago”, denominado “Caixa de Resiliência”, visa reforçar a resiliência das populações vulneráveis, através do reforço das suas capacidades de antecipação e de gestão dos riscos que ameaçam a segurança alimentar e nutricional a nível comunitário e nacional.

Orçado em 276 mil dólares, o projecto terá a duração de dois anos e irá beneficiar os agricultores e criadores vulneráveis às alterações climáticas e com baixo rendimento nos municípios da Praia, Ribeira Grande de Santiago, Santa Cruz, Calheta e Tarrafal priorizando as famílias chefiadas por mulheres.

Na ocasião, o director-geral da FAO disse que o projecto vai implementar acções para prevenir os agricultores e pastores da resiliência, realçando que Cabo Verde é um exemplo para execução dessas medidas.

“Neste momento, o Sahel enfrenta um grande problema de seca, e os pastores se deslocam à procura de água e de alimentação para o seu gado e acabam por invadir as terras dos agricultores, e isso tem gerando conflitos de magnitude enorme sobretudo no norte da Nigéria, Chade, Mali e Burquina Faso”, referiu José Graziano da Silva que disse que o país deve prevenir para que este tipo de situações não venha a acontecer.

Por seu turno, o ministro da Agricultara e Ambiente, Gilberto Silva assegurou que o projecto vai permitir a implementação de um sistema de crédito rotativo para os pequenos produtores sobretudo da pecuária beneficiarem de financiamento para o reforço das suas actividades.

“Vamos trabalhar nessa matéria não só com essa classe produtiva, mas também com instituições de micro finanças que têm experiência neste domínio dentro da abordagem a ser implementada no quadro deste projecto”, explicou o governante.

Na ocasião classificou a cooperação entre a FAO e Cabo Verde de “muito boa”, uma vez que tem ajudado o país nas várias acções executadas tanto a nível do planeamento, implementação de programas e projectos, no reforço institucional com criação de estruturas técnicas e quadros e através de assistência financeira.

Por outro lado, disse esperar também que a FAO venha a colaborar com o arquipélago no processo de adaptação da agricultura cabo-verdiana às mudanças climáticas.

À margem da assinatura do protocolo, foi apresentado a brochura “4 décadas de parceria entre a FAO e Cabo Verde”.

AV/ZS

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