Estado da Nação: UCID condena a política governativa traçada para desenvolvimento do País

Cidade da Praia, 27 Jul. (Inforpress) – A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) criticou a política governativa e considerou que Cabo Verde continua a sofrer de “males, agora provocados pela actual governação”, sublinhando que o executivo “vai bem no discurso, mas não no percurso”.

No seu discurso no debate sobre o Estado da Nação, o presidente da UCID (oposição), António Monteiro, condenou o “rumo” que, a seu ver, o Governo traçou para a TACV, os caminhos pelos quais se enveredou pela problemática do transporte de doentes, a via adoptada para lidar com as reivindicações da Polícia Nacional, as medidas implementadas para encarar a seca e o drama dos agricultores e o labirinto em que o “Governo se meteu para dotar o País de uma frota de marinha mercante”.

António Monteiro disse que o Governo está a “aguentar-se” por força do apoio do Grupo de Apoio Orçamental (GAO), do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), da União Europeia e de entre outras instituições internacionais, asseverando que para “a UCID isto não basta enquanto se mantiver o índice da pobreza, o elevado número de trabalhadores a viver com o mínimo dos mínimos do salário mínimo”.

Condenou, igualmente, a política governativa que, no seu entender, faz com que “grande percentagem de mulheres se dediquem ao mercado informal, os pescadores vivam da pesca artesanal e a falta de políticas que acabem de vez com a improdutividade dos jovens no desemprego e sem recursos financeiros para se formarem”.

Criticou, ainda, o facto de o país continuar com “milhares de pessoas” a habitar em casas degradas e a colocar em risco a sua própria segurança, a “falta de condições” para a industrialização do País e o “encarecimento” da política externa, a “falta de iluminação” nos aeroportos de São Vicente e da Boa Vista, assim como a “falta de implementação” da política anunciada de regionalização.

A UCID, de acordo com o seu líder, defende que o Estado da Nação “não pode ser aquilo que está e que já basta de perpectuar de um estado de coisas em que os políticos apresentam ser cara e coroas de uma mesma moeda, a jogar e a arbitrar um jogo viciado, com cidadãos impacientes e conscientes da realidade do país”.

SR/ZS

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