Esperamos que 2018 seja o ano que se possa desenhar um plano de desenvolvimento para a ilha do Sal – Presidente AM

 

Espargos, 21 Dez. (Inforpress) – O presidente da Assembleia Municipal do Sal espera que 2018 seja o ano em que se possa desenhar um plano de desenvolvimento para a ilha turística, para os dez próximos anos.

Carlos Santos fez manifestou este desejo no final dos trabalhos da VI sessão da Assembleia Municipal do Sal, a última deste ano, que decorreu durante dois dias, mediante agenda de trabalho recheada de propostas para debate e aprovação.

Olhando um pouco para o que foi o ano 2017 e a intervenção que a assembleia teve neste ano, enquanto órgão fiscalizador da Câmara Municipal e também como voz das comunidades do Sal, Carlos Santos considerou que a AM tem tido um papel “muito fulgurante” na defesa dos direitos da população do Sal, pela forma como tem feito o seu trabalho de fiscalização e de aprovação dos instrumentos principais, mas também um pouco no que diz respeito à discussão das matérias que mexem com a vida das gentes destas ilhas.

Para 2018, disse que este órgão deliberativo deverá continuar a ter esse papel central a nível do município, na discussão, sinalização dos problemas fundamentais e também no “desbravar” de caminhos sobre as opções de desenvolvimento do Sal, apontando o turismo e o hub aéreo, como os sectores com importância “colossal” para o desenvolvimento da ilha.

“O turismo, pelos nossos números, em 2017 deverá terminar com cerca de 350 mil chegadas na ilha do Sal, ou seja, estamos com cerca de 12 mil pessoas em média por semana na ilha, o que acarreta e sobrecarrega todas as nossas infra-estruturas e serviços”, afirmou.

Ao fazer essa leitura, Carlos Santos aguça que esse facto obriga a um “grande” planeamento por parte da câmara, fazendo fé que 2018 seja uma ano em que se possa desenhar um plano de desenvolvimento para a ilha turística, provavelmente para os dez próximos anos.

“Porque precisamos ter linhas bem definidas do que é que nós queremos para o Sal para os próximos dez anos, quiçá, nos próximos 15 anos. Isso terá que ser algo bem desenhado, envolvendo residentes e expert de outras paragens para nos trazer o que de melhor se faz noutras cidades.

Por isso, esse primeiro semestre de 2018, creio que deveríamos olhar para essa temática do planeamento com mais acuidade e tentarmos produzir um output que seja fundamental para todos nós”, enfatizou.

Para concluir e desejando um feliz Natal a todos, Carlos Santos agradeceu a “sã convivência” dos deputados de ambas bancadas, da UCID, PAICV e MpD, pela “forma cordial” como se tem conduzido as sessões durante este primeiro ano de mandato, onde foram aprovados os principais instrumentos de gestão camarária que, conforme disse, vêm traduzir muito mais transparência na gestão da coisa pública, numa altura em que a ilha do Sal “está” cada vez mais a ter um papel “preponderante” no desenvolvimento do país.

SC/JMV

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