Encontro de conciliação para impedir greve dos trabalhadores do ICCA inconclusivo

 

Cidade da Praia, 25 Set (Inforpress) – O encontro realizado hoje entre o sindicato e a direcção do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), com a medição da Direcção-Geral do Trabalho, na tentativa de impedir a greve dos trabalhadores do instituto, foi inclusivo.

A greve está marcada para 28 e 29 deste mês e em causa está a implementação do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) dos trabalhadores.

Do encontro de conciliação, segundo o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Santiago (STAPS), Arnaldo Cardoso, chegou-se a “algum entendimento” e ficou agendada uma nova ronda negocial na véspera do início da greve, quarta-feira, 27.

“Não terminamos porque a entidade empregadora ficou de apresentar uma proposta concreta quarta-feira às 09:00”, disse Arnaldo Cardoso escusando, entretanto, de avançar informações sobre os entendimentos conseguidos.

“Ainda estamos a negociar e vamos esperar pela conclusão das negociações e só depois falar dos entendimentos ou não”, explicou.

Contudo, reiterou que a reivindicação dos sindicatos mantém-se as mesmas, ou seja, a implementação do PCCS a partir de Janeiro de 2018, com retractivos a Janeiro de 2016 e a qualificação dos trabalhadores de forma igualitária, incluindo todos no mesmo quadro, sem diferenciação da verba do funcionamento e da verba dos investimentos.

A decisão de se avançar com a greve, conforme adiantou, deveu-se a um parecer do Ministério das Finanças que, segundo disse, veio criar um “certo ruído” naquilo que tinha sido acordado.

O parecer do Ministério das Finanças, com data de 21 de Agosto deste ano, e assinado pelo director de gabinete do ministro Olavo Correia, refere que a “entrada em vigor do PCCS deve ser a partir de 01 de Janeiro de 2018, caso for orçamentado os custos com a sua implementação”.

Do entendimento dos sindicatos ficou a ideia de que o PCCS não entrará no orçamento de 2018.

Entretanto, o sindicalista adiantou que no encontro de hoje receberam algumas informações e aguardam pelas propostas concretas da entidade empregadora na quarta-feira, para decidirem se vão ou não manter o pré-aviso e fazer a paralisação.

Ao todo são cerca 150 trabalhadores das ilhas de Santiago, São Vicente e Fogo que prestam serviços nos centros de emergência infantil, nos centros de acolhimento e outras infra-estruturas dessa entidade responsável pela implementação das políticas publicas para as crianças e adolescentes.

MJB/CP
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