EMEP e câmara da Praia deveriam privilegiar qualidade urbana na gestão do parque automóvel – PAICV

Cidade da Praia, 28 Mai (Inforpress) – A bancada municipal do PAICV defendeu hoje, na Cidade da Praia, que a Empresa de Mobilidade e Estacionamento da Praia  (EMEP) e a câmara deveriam ter uma visão que privilegiasse a qualidade urbana na gestão do parque automóvel.

Vladimir Silves Ferreira, líder da bancada, fez esta afirmação,  em declarações à imprensa, depois de um encontro que manteve com o provedor da Justiça, António do Espírito Santo Fonseca, para saber  quais têm sido as principais queixas dos munícipes e partilhar as suas preocupações relativamente à Empresa de Mobilidade e Estacionamento da Praia (EMEP).

“Uma questão maior que nos trouxe aqui é gestão do parque automóvel feita pela EMEP e viemos ouvir os argumentos da provedoria que, em grande medida,   coincidem com o nosso ponto de vista”, frisou o líder da bancada do PAICV.

Segundo Vladimir Silves Ferreira, tanto a câmara como a EMEP deveriam ter uma perspectiva “não tanto de arrecadação de recursos financeiros”, mas sim de uma visão daquilo que se pretende no quadro da mobilidade e da gestão.

“Sobretudo dentro de uma visão em que se privilegie a qualidade urbana de uma forma geral”, defendeu Silves Ferreira.

Questionado sobre quais as irregularidades mais cometidas pela EMEP apontou o “bloqueio abusivo” das viaturas sem concluir todos os procedimentos legais, a cobrança de multas que já expiraram o prazo de execução e “outras situações que não se sabe se está a aplicar o Código de Estrada ou o Código Tributário”.

E para colmatar   essas situações, Vladimir Silves Ferreira disse a sua bancada tem   apoiado os munícipes residentes no Platô, questionando os responsáveis sobre o que se pretende realmente com a reestruturação do parqueamento no centro histórico.

“Para além das multas e da cobrança dos parques o que é se tem feito para aliviar o trânsito no Platô”, indagou o responsável, interrogando-se que se as instituições públicas  que estão  ali localizadas são para ficar.

O líder da bancada municipal do PAICV considerou, contudo, que a autarquia capitalina deve ter uma “atitude de respeito” para com a Provedoria, que, conforme defendeu, tem que ser vista como uma “parceira e uma mediadora” na relação entre os munícipes e as instituições.

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