Cidade da Praia, 20 Mar (Inforpress) – O governador do Banco de Cabo Verde (BCV) disse hoje que o Ministério Público e a Unidade de Informação Financeira (UIF) já estão na posse do relatório da auditoria do Banco Internacional de Cabo Verde (BICV).

O BICV foi coimado em 100 milhões de escudos na sequência do processo de contra-ordenação instaurado por infrações a deveres e procedimentos atinentes à prevenção da lavagem de capitais, que ocorreram, fundamentalmente, quando o BICV era detido pelo Banco Espírito Santo, S.A. (“BES”)”.

“Nós constatamos práticas que contrariam às disposições legalmente estabelecidas em termos de boa gestão de uma instituição financeira. Em decorrência achamos por bem aplicar essa coima”, explicou.

“Antes tínhamos instaurado uma contra-ordenação e o relatório de inspeção foi remetido ao Ministério Público e à UIF. Agora caberão a estas entidades proceder em conformidade”, disse João Serra em conversa com os jornalistas no final de uma audiência hoje com o Presidente da Republica, para falar do Novo Banco.

O governador do BCV adiantou, entretanto, que o BICV está a funcionar normalmente em Cabo Verde, cumprindo os requisitos necessários e acompanhado pelo BCV como os demais bancos.

No dia 08 de Março, João Serra havia dito que depois de chumbada a venda do banco ao empresário português, José Veiga, não recebeu mais nenhum pedido de autorização para alienação desse banco.

O empresário português José Veiga tinha pedido autorização para adquirir a totalidade das acções do BICV, mas a venda foi chumbada pelo supervisor cabo-verdiano, depois de o Banco de Portugal se ter oposto também à operação.

MJB/FP

Inforpress/Fim

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