Cidade da Praia, 17 Fev (Inforpress) - A estilista internacional Helena Fortes quer implementar uma empresa de produção na área têxtil e moda em Cabo Verde, que vai começar com 300 postos de emprego, num investimento que ronda os oito milhões de euros.

Ao apresentar o projecto hoje na Cidade da Praia, a cabo-verdiana, que nasceu e vive em Holanda, onde tem a sua própria empresa de moda, “Fortes Fashion”, há mais de 20 anos,disse que o projecto acarinhado pela Cabo Verde Trade Invest (CVTI), vai ficar em São Vicente, uma ilha “muito afectada” pelo desemprego.

Segundo ela, que tem como parceiro o modista e estilista Odair Pereira, o objectivo que se pretende alcançar com o projecto, que deve estar complemente implementado em um ano e meio, é que a empresa a ser criada tenha igualmente uma vertente exportador e, com isso, contribuir para o desenvolvimento económico do país.

Helena Fortes que anda por vários palcos do mundo da moda para apresentar o seu trabalho quer, através do seu conhecimento, trazer para o arquipélago famosas marcas internacionais, como “Chanel” e “Louis Vuitton”, com a finalidade de “colocar Cabo Verde no mapa da moda”.

“Queremos elevar o nome do país na área industrial têxtil para um novo patamar e promover um estilo e uma moda diferente para Cabo Verde”, afirmou, explicando que o projecto é algo “maior” e que não vai ficar só na roupa de moda, mas em sapatos, bolsas, uniformes escolares, entre outros.

Por sua vez, o estilista Odair Pereira, que também vive em Holanda e voltou há dois dias de Nova Iorque, Estados Unidos, depois de participar na semana de moda que lhe rendeu um prémio pela colecção apresentada, esclareceu que o seu trabalho é mostrar que há moda que serve para “vestir qualquer homem ou mulher”, seja qual for a sua origem.

“Temos que mostrar que o povo cabo-verdiano não tem talento só na área da música, mas em várias áreas”, frisou o dono da coleção de “Dar Design”, sublinhando que Cabo Verde tem uma grande oportunidade de mostrar o seu trabalho, já que tem jovens talentosos, como uma economia dirigida para a África, Europa e América e com um número grande de turista que cresce a cada ano.

Já a presidente do conselho de administração da CVTI, Ana Barber, assegurou que a instituição “abraça” tudo o que é investimento para o país, considerando que este projecto vai trazer, a nível da economia, um “desenvolvimento diferente”, criando mais postos de trabalho directos e conexos.

“Estamos abertos para trabalhar com os talentos cabo-verdianos que estão pelo mundo fora, promovendo e divulgando o nosso país”, ressalvou, notando que esta empresa que vai nascer em São Vicente vai investir na exportação para os países daComunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Ana Barber defendeu ainda que, levando o nome de Cabo Verde a nível internacional na área da moda, será possível atrair mais empresas, ter menos desemprego e dar um impulso diferente à economia nacional, apostando na qualidade.

DR/CP

Inforpress/Fim

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