Director Nacional da Saúde exorta sociedade civil a unir esforços na prevenção e reforço da segurança infantil

Cidade da Praia, 28 Ago (Inforpress) – O director Nacional da Saúde exortou hoje a sociedade civil a unir esforços para garantir o reforço e a prevenção da segurança infantil e dos acidentes domésticos que afectam as crianças cabo-verdianas.

Artur Correia fez estas considerações durante a cerimónia de abertura da formação para formadores em segurança infantil e prevenção dos acidentes domésticos, realizada esta terça feira, na cidade da Praia.

Na ocasião, este responsável afirmou que se pretende com esta formação sensibilizar os profissionais da saúde pública para a problemática de segurança infantil, defendendo, no entanto, que é preciso haver um maior envolvimento dos componentes da sociedade civil para alcançar os objectivos preconizados.

“A segurança infantil é uma tarefa que ultrapassa os profissionais de saúde e é preciso envolver outros componentes da sociedade civil , nomeadamente as ONG que trabalham com crianças, o ICCA, para uma actividade preventiva que ajude as comunidades desfavorecidas e as famílias a tomarem conta das suas crianças”, disse, considerando os acidentes domésticos como uma das principais causas de morte nas crianças.

Para Artur Correia, as câmaras municipais, com a criação de creches infantários e jardins infantis, têm igualmente um papel muito importante na promoção da segurança infantil, apelando a uma atenção redobrada das crianças que têm acesso a esses serviços.

Entretanto, essas intervenções, de acordo com o Director Nacional da Saúde, devem ser de forma multissectorial, pluridisciplinar e ter uma abordagem de saúde pública que, na sua opinião, responda aos esforços da sociedade e do Estado para fazer face a esses problemas de saúde.

Não obstante os desafios nessa matéria, salientou, por outro lado que a saúde infantil em Cabo Verde tem merecido uma atenção especial do Ministério da Saúde e tem registado “resultados extraordinários”.

Neste sentido, lembrou que de alguns anos a esta parte conseguiram reduzir drasticamente a mortalidade infantil em Cabo Verde, isto, conforme referiu, graças às medidas que foram tomadas a nível dos serviços de saúde.

“Nos últimos anos, os resultados registados são extraordinários, nomeadamente, na diminuição drástica da mortalidade infantil, que passou de 20 por mil para 15 por mil. No grupo de menores de 5 anos os avanços foram consideráveis e estamos conscientes que reforçando a saúde das crianças estamos a contribuir por um Cabo Verde melhor, com jovens e crianças saudáveis e prontos para contribuir par o desenvolvimento do país”, asseverou.

A formação de formadores em segurança infantil, de acordo com o director, enquadra-se no âmbito da abordagem de saúde pública e inclui os profissionais da saúde, que, no seu entender, poderão servir de pivô para sensibilizar os pais, as famílias, as comunidades e toda a sociedade civil na promoção e bem-estar das crianças.

De acordo com os dados do relatório estatístico de 2016, os acidentes e envenenamentos são a quinta causa de morte nas crianças com menos de cinco anos em Cabo Verde, com uma prevalência de 4,3%.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, os acidentes são considerados um problema crescente de saúde pública e são a principal causa de morte entre os 10 e os 19 anos, em todo o mundo.

CM/JMV

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