Director Nacional da PN garante que estão a trabalhar no sentido da melhoria de condições aos efectivos

Cidade da Praia, 11 Jul (Inforpress) – O director da Polícia Nacional, Estaline Moreno afirmou hoje que a direção da PN está a trabalhar no sentido de melhorar as condições de trabalho nas unidades policiais e resolver os problemas dos agentes policiais.

Estaline Moreno reagia assim às declarações do presidente do Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol), José Barbosa, que em conferência de imprensa realizada esta terça-feira, falava sobre a situação laboral na Polícia Nacional dos agentes que participaram na greve no passado mês de Dezembro.

Na ocasião, José Barbosa afirmou que os processos disciplinares contra os agentes que participaram na greve é uma acção de “vingança e terror” sobre os profissionais da corporação policial.

Neste sentido, defendeu o arquivamento dos mesmos por considerar que se trata de uma solução “enraizada numa tremenda ilegalidade”.

Entretanto, Estaline Moreno tranquilizou os agentes policiais, realçando que a direção da PN está focada em resolver os problemas dos mesmos.

“Vamos trabalhar para que os policiais desempenham cabalmente as suas missões…há um esforço do Governo em criar essas condições e nós estamos focados em resolver os problemas dos efectivos desde as condições de trabalho nas unidades, a questão da carga horária”, disse sublinhando, que neste sentido a direção pretende aumentar o número de mais efectivos.

No que se refere à punição dos agentes que participaram na greve e não cumpriram a requisição civil, o director nacional afirmou que já foram tomadas as medidas no sentido de se suspender os processos disciplinares contra os agentes policiais.

Conforme explicou, com a suspensão da pena não haverá qualquer situação que impeça a participação dos efectivos no concurso de subchefes e na promoção de carreira.

“Para tranquilizar os nossos efectivos é dizer que a medida tomada é para precisamente resolver os problemas dos efectivos que vão participar no concurso de subchefes e que estão com promoções em atraso há mais de 10 anos e não poderiam ser punidos duas vezes”, realçou.

De acordo com o director nacional da PN, a suspensão da pena por 2 anos representa o arquivamento dos processos disciplinares, alertando, por outro lado, que durante esses dois anos, os efectivos que ficam com registos na ficha, não podem cometer nenhuma infracção.

Por seu turno, o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, disse que o Governo já assumiu o compromisso de proceder com a promoção de carreira dos efectivos que estavam pendentes há mais de 10 anos.

“Encontramos mais de 900 promoções em atraso, até agora tínhamos conseguido fazer cerca de 500 promoções, mas vamos no mês de Julho e Agosto proceder à promoção de mais 400, isto com o objectivo de resolver de vez os problemas de atrasos nas promoções”, avançou.

O governante explicou ainda que foram contemplados no Orçamento do Estado uma verba de mais de 20 mil contos para o efeito, sublinhando que todos aqueles que tiverem as promoções em atraso e preencham os requisitos, serão contemplados, sem exclusão.

CM/FP

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