Director da revista Leitura diz que a publicação já ganhou seu espaço e aponta a sustentabilidade financeira como principal desafio

Cidade da Praia, 13 Abr (Inforpress) – O director da revista cultural “Leitura”, que comemora hoje um ano de existência, considera que a publicação ganhou espaço no cenário literário cabo-verdiano, apontando que o principal objectivo é ganhar a sustentabilidade financeira.

Em conversa com a Inforpress, Mário Silva disse que a edição de livros em Cabo Verde é “financeiramente difícil”, uma vez que o mercado é pequeno e com poucas pessoas que gostam de leitura, defendendo, por isso, que o Governo tem que ter uma política de leitura “muito mais robusta”.

“A Livraria Pedro Cardoso não tem como objectivo o lucro, isso parece que não se deve dizer, os economistas não gostam que se diga isto, mas o nosso propósito é ter sustentabilidade, daí que tenhamos muito projectos em mente, mas o facto de não serem à partida sustentáveis implica ponderar várias vezes determinados projectos”, explicou o responsável.

Para Mário Silva, com a aprovação do Plano Nacional de Leitura, a Livraria Pedro Cardoso vai ter condições para avançar com “muita mais força” com novos projectos.

Por outro lado, considerou que o nível de leitura ainda é muito baixo, uma vez que, conforme constatou, ler jornais, revista e livros ainda não fazem parte dos hábitos quotidianos dos cabo-verdianos.

Por isso, adiantou a ideia de colocar a versão eletrónica à disposição dos leitores como uma estratégia, reconhecendo que é um assunto que ultrapassa a direcção da Livraria Pedro Cardoso, que é a editora da revista Leitura.

Mário Silva avançou, contudo, que a Livraria Pedro Cardoso, tem se pontificado como a “maior editora” de Cabo Verde, tendo editado, somente em 2018, 20 livros, facto que, segundo ele, é inédito na história do país.

“Editamos 20 livro, coisa que nenhuma instituição conseguiu fazer em Cabo Verde desde da independência”, conclui.

OM/JMV

Inforpress/Fim