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Director da Protecção Civil e Bombeiros da Praia prevê boa resposta para o período das chuvas

Cidade da Praia, 08 Ago (Inforpress) – O director da Protecção Civil e Bombeiros da Praia, Celestino Afonso, defendeu hoje que os serviços de protecção às chuvas reúnem as condições necessárias para uma boa resposta.

Em declarações à Inforpress, Celestino Afonso informou que o trabalho de preparação para as chuvas tem sido realizado na normalidade, procedimento que consiste na prevenção às anomalias e que requererem uma intervenção mais acentuada por parte dos bombeiros e dos agentes da protecção civil.

“Fazemos essa preparação todos os anos. Temos o período de preparação e prevenção, que começa em Fevereiro, período que antecede a época das chuvas, e que consiste na identificação de todos os pontos que necessitam de uma intervenção, para que a cidade possa estar minimamente preparada, permitindo que as águas da chuva possam escorrer livremente, sem nenhum impedimento”, esclareceu.

Neste sentido, explicou, há um levantamento nas zonas da Cidade da Praia e anomalias que elas apresentam, como acumulação de lixos, árvores que precisam ser podadas, obstrução dos aquedutos, casas em situações que necessitam de alguma acção de sensibilização junto das pessoas para os cuidados necessários e muros já com queda parcial.

Estas iniciativas culminam com o Plano Operacional de Emergência, um documento de articulação sobre os procedimentos em caso de emergências ou em casos de cheias intensas, que podem tornar-se incontroláveis.

“É necessário a articulação de um conjunto de entidades, e que trabalhem para dar resposta a situações de emergência. O plano culmina com toda esta situação de prevenção, trabalho que conta com o engajamento dos agentes da protecção civil, nomeadamente, Forças Armadas, Cruz Vermelha, Delegacia de Saúde e serviços internos da Câmara Municipal da Praia” disse.

No que tange às respostas, quando os serviços de protecção são solicitados, Celestino Afonso realçou que se tem dado conta do recado, dentro daquilo que são as exigências, como também, a todo o trabalho de levantamento que anualmente se faz nos bairros.

“Não tem havido grandes anomalias ou ocorrências que ponham em causa a nossa capacidade de resposta. Entretanto, a capacidade de resposta não se limita somente aos serviços da Protecção Civil, mas a um conjunto de entidades. No caso de não conseguirmos dar respostas necessárias, recorremos ao serviço nacional e posteriormente à ajuda externa, que nos apoia nestas situações”, advogou.

Entretanto, apontou como uma das maiores dificuldades no trabalho de protecção, os bairros onde há assentamento informais que surgem em zonas não apropriadas para construções.

“As pessoas fazem o corte de encosta natural e depositam todo o aterro ao longo da encosta, portanto, aquele material fica solto e com qualquer chuva que acaba por vir, trás consigo turbulência a essas pessoas”.

Com isso, sublinha, tem havido alguma preocupação nesse sentido de informar as pessoas sobre os riscos, mostrar as medidas de auto protecção que devem tomar em caso de enxurradas.

Com o aproximar das chuvas, a Protecção Civil e Bombeiros estão mobilizados para garantir a normalidade na capital do país.

HR/FP

Inforpress/Fim