Direcção Geral das Artes e das Indústrias Criativas prepara instrumentos para “mais visibilidade e credibilidade” do audiovisual

 

Cidade da Praia, 06 Mar (Inforpress) – A Direcção Geral das Artes e das Indústrias Criativas (DGAIC) quer recolher subsídios para preparar a legislação que vai dar “mais visibilidade e credibilidade” ao sector do audiovisual em Cabo Verde.

A garantia é do director da DGAIC, Adilson Gomes, em declarações à Inforpress no âmbito da sessão “Conversa aberta sobre o sector do audiovisual em Cabo Verde” que teve lugar está tarde no palácio da Cultura Ildo Lobo e que reuniu pessoas que trabalham no sector.

Segundo Adilson Gomes, fazia sentido haver esse diálogo com as pessoas que trabalham no audiovisual para que juntos pudessem reflectir sobre a importância da mesma para o país, apesar de se tratar de um sector que teima em querer se impor, mas que devido as dificuldades de natureza estruturáveis do país não tem conseguido.

“O grande problema do país é o financiamento, mas se não dermos o passo que necessitamos para fortalecer o sector não iremos conseguir capacitar pessoas para trabalharem com o audiovisual. O Governo vai apresentar as políticas que tem para o sector, que passa por aprovar legislações que controla e contribua para o avanço do mercado”, disse.

Ainda aquele responsável, o primeiro passo do ministério que tutela o sector para o seu desenvolvimento tem sido a distribuição da verba da cópia privada para que o sector crie condições para o avanço e o crescimento do audiovisual em Cabo Verde.

Para o presidente da Associação de Cinema e do Audiovisual de Cabo Verde (ACACV), Mário Benvindo Cabral, é “muito importante” falar do audiovisual no país, particularmente, quando todos estão “expectantes” com a aprovação da lei do cinema.

“É mais uma possibilidade de cada um do sector falar sobre o tema e que cada um dê o seu contributo para a elaboração da lei. No país, além da legislação temos muita falta de formação, pois, o cinema não é só ter vontade é preciso saber fazer”, afirmou.

Conforme Mário Benvindo Cabral em Cabo Verde, apesar da vontade de querer fazer de muitos não temos é preciso muito mais do que isso para que se construa “uma indústria de audiovisual”.

O encontro contou com a presença do director da Cultura da Câmara Municipal da Praia, o CEO da Green Studio Saulo Montrond, o presidente da Associação de Cinema e Audiovisual Cabo-verdiana (ACACV), a produtora executiva da Parallax Produções, e a representante da KriolScope.

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