Dia da Medicina Tradicional Africana: OMS destaca necessidade de se produzir e melhorar a produção local

Cidade da Praia, 31 Ago (Inforpress) – A directora regional do Escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África destacou hoje a necessidade de melhorar a produção local dos medicamentos no continente, visando a melhoria no acesso aos mesmos de qualidade asseguradas.

Na sua mensagem por ocasião do Dia da Medicina Tradicional Africana que se assinala, Matshidiso Moeti, considerou que o “aumento da produção local é crucial para contribuir na concretização dos objectivos da cobertura universal dos cuidados de saúde e objectivos de desenvolvimento sustentáveis”, o que inclui o acesso a medicamentos seguros, eficazes, de qualidade e a preços acessíveis a todos.

Para a concretização destes objectivos, Matshidiso Moeti é de opinião que os países precisam de sistemas de regulação robustos, visando a protecção contra os medicamentos de baixa qualidade, e garantir produtos de medicina tradicional produzidos localmente e matéria-prima de origem vegetal alinhados com as normas internacionais de qualidade, segurança e eficiência.

Estes medicamentos, conforme ela, devem respeitar as normas da OMS, com o objectivo da inscrição e selecção para a sua inclusão na lista nacional de medicamentos essenciais, sendo que neste momento, o número de países com políticas nacionais para a medicina tradicional tem aumentado desde 2000, e actualmente há 40 países na região africana nesta situação.

Neste Dia da Medicina Tradicional Africana, que este ano se comemora com o tema “Produção local na Região Africana de produtos da medicina tradicional”, a directora Regional do Escritório da OMS para África apelou aos países a aumentarem as parcerias público-privadas e investimentos para aumentarem a produção local e manterem os elevados padrões de qualidade e sistemas que garantem a segurança dos produtos medicinais.

“Insto a uma maior colaboração entre governos, autoridades nacionais de regulação farmacêutica, fabricantes e profissionais de medicina tradicional para acelerar a produção local de produtos para a medicina tradicional na Região”, disse, sublinhando que “isso irá contribuir para cuidados de saúde de qualidade, melhorar de forma substancial o acesso a medicamentos essenciais de qualidade e promover uma melhor saúde e bem-estar para as populações africana.

De acordo com a OMS, há 17 países em África que neste momento produzem produtos da medicina tradicional através de plantas medicinais cultivadas localmente, enquanto 14 permitem a venda de alguns produtos tradicionais para o tratamento de doenças transmissíveis e não transmissíveis consideradas prioritárias, assim como oito países já incluíram estes produtos na sua lista nacional de medicamentos essenciais.

“Felicito os países que já produzem de forma local e os parceiros que apoiam esta iniciativa. Mas é preciso fazer mais para melhorar o acesso a produtos de medicina tradicional com qualidade”, frisou Matshidiso Moeti na sua mensagem, alertando que o fabrico local de produtos da medicina tradicional para o tratamento das doenças transmissíveis necessita de um quadro político, regulamentar e económico para facilitar e melhorar a produção local.

As parcerias público-privadas “mais robustas” devem fomentar os investimentos na produção local, e garantir a protecção face aos riscos financeiros através da melhoria do desenvolvimento socioeconómico, conforme ela, referindo que para apoiar o investimento e a transferências de tecnologias, a OMS e os seus parceiros têm ajudado os países neste sentido.

DR/CP

Inforpress/Fim