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CPLP/Guiné Equatorial: Primeiro-Ministro nega que declarações de Abraão Vicente tenham criado um incidente diplomático

 

Cidade da Praia, 19 Maio (Inforpress) – O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, assegurou hoje, na Cidade da Praia, que a declaração do ministro Abraão Vicente sobre a integração da Guiné Equatorial na CPLP “não criou um incidente diplomático” entre os dois países.

Ulisses Correia Silva respondia aos jornalistas, à margem da sessão solene da Assembleia Municipal para assinalar os 159 anos do Município da Praia, sobre as declarações do ministro Abraão Vicente, que em entrevista à publicação portuguesa Observador, lamentou a “falta de avanços” da Guiné Equatorial em relação aos critérios para a sua adesão à CPLP, em Julho de 2014, enquanto criticou a “inércia” da comunidade.

Questionado sobre estas declarações, o primeiro-ministro sustentou que primeiro é preciso contextualizar o espaço e a forma como a questão foi colocada pelo Abraão Vicente, “que não estava na qualidade de ministro, mas de convidado para um programa”.

Instado se o que o ministro disse, na qualidade de cidadão, reflecte a posição do Governo, o chefe do Executivo disse que defendem a posição estabelecida pela CPLP.

“O que dizemos em relação à Guiné Equatorial é o que está estabelecido a nível da CPLP. Há um roteiro a cumprir relativamente à adopção da língua portuguesa e a sua massificação em termos de sistema de ensino e um roteiro de suspensão da pena de morte. Portanto a própria comunidade e a Guiné Equatorial terão que criar as condições para que este roteiro se torne realidade e que seja de facto cumprido”, precisou.

Considerou ainda que o Governo não tem que pedir desculpas porque, reiterou, a posição do Governo é a da CPLP e do compromisso da Guiné Equatorial relativamente ao cumprimento de um roteiro.

O roteiro de adesão estipulava, entre outras medidas, a disseminação do português como língua oficial (além do espanhol, o mais falado, e do francês) e a suspensão da pena de morte, com vista à sua abolição, bem como a ratificação dos estatutos da comunidade – que ocorreu pouco antes da cimeira da CPLP realizada em Novembro passado em Brasília.

“Não é um país que fale português, não cumpre as regras democráticas, por algum motivo nós aceitámos, mas não podemos permitir elementos que estejam eternamente em transição. Temos de ser mais pragmáticos, ou cumpre ou não cumpre”, referiu Abraão Vicente.

Na reacção, as autoridades de Malabo consideram que, com esta posição, Abraão Vicente “questionou a decisão dos Estados-membros da CPLP quanto à integração da Guiné Equatorial na comunidade, presumiu a ausência de liberdades democráticas no país e ignorou os esforços realizados na promoção e ensino da língua portuguesa, bem como a recente ratificação dos estatutos”.

“Após a integração, a palavra-chave é acompanhamento à Guiné Equatorial como novo Estado da comunidade”, referiu em nota enviada à agência Lusa a missão chefiada por Tito Mba Ada, simultaneamente acreditado como embaixador da Guiné Equatorial em Lisboa e na Praia (Cabo Verde).

Na nota, as autoridades de Malabo anunciam que enviaram ao ministro cabo-verdiano um convite para visitar a Guiné Equatorial, acompanhado por meios de comunicação social, de forma a “desintoxicar a sua visão parcial sobre um país amigo de Cabo Verde”.

Presente na mesma sessão, Abraão Vicente escusou-se a falar aos jornalistas, considerando não ter mais nada a acrescentar sobre o assunto.

AF/ZS

Inforpress/Fim

 

 

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