Controlo metrológico dos postos de venda de combustíveis vai ser realizado até Dezembro em todas as ilhas do país

 

Cidade da Praia, 16 Ago (Inforpress) – O controlo metrológico dos postos de venda de combustíveis vai ser realizado até o final do ano, em todas as ilhas do país, confirmou hoje o presidente do Instituto de Gestão da Qualidade e da Propriedade Intelectual (IGQPI).

Em declarações à imprensa no primeiro dia de controlo metrológico do posto de venda de combustíveis no país, efectuado em Achada São Filipe, na Cidade da Praia, o presidente do IGQPI, Abraão Lopes disse que todos os aparelhos de medição dos concelhos do país vão ser objecto de verificação.

Em relação ao controlo metrológico efectuado em Achada São Filipe, Abraão Lopes disse que foi constatado no equipamento de medição uma margem de erro à volta de 0,4%, pelo que se fez um reajuste atingindo 0,1%.

De acordo com as normas, o equipamento de medição que não estiver dentro da margem de erro admissível pela lei (0,5%), no caso dos combustíveis será reajustado ou deverá ficar fora de serviço até ser recuperado.

“A nossa equipa que está no terreno também pode fazer os reajustes. Foi o que aconteceu no posto de combustível em Achada São Filipe”, sublinhou o responsável.

Quanto às implicações no bolso do consumidor, Abraão Lopes tranquilizou os condutores informando que no caso do posto de venda de combustíveis de Achada São Filipe, a margem de erro foi muito reduzida, o que significa que o equipamento que foi submetido ao controlo metrológico está dentro dos padrões aceitáveis do ponto de vista do erro admissível.

Depois do reajuste o equipamento é selado e recebe uma etiqueta de identificação com o ano da verificação, para que qualquer consumidor que venha abastecer o seu carro tenha informação que este posto já foi averiguado e que está dentro dos limites permitidos por lei.

Por seu turno, a técnica do Organismo de Verificação Metrológica (LabCal), Alexandra Costa sublinhou a importância do controlo metrológico e disse que com a verificação o agente económico ganha “porque tem resultado de confiança”.

“Para o consumidor, o cidadão comum, o controlo metrológico é uma protecção porque está a pagar por aquilo que compra. Ou seja, o cliente, neste caso um condutor, tem a confiança de que dentro do depósito de combustível do seu carro colocou o volume que vai pagar”, sublinhou Alexandra Costa.

O controlo metrológico no terreno visa disciplinar o mercado e dar combate à concorrência desleal, segundo o instituto de Gestão da Qualidade e da Propriedade Intelectual.

JL/FP

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