Conselho Superior de Comandos recomenda reflexão sobre localização do comando da Guarda Costeira

Cidade da Praia, 24 Fev (Inforpress) – A reunião do Conselho Superior de Comandos Alargado das Forças Armadas (FA), que terminou hoje, na Cidade da Praia, recomendou o repensar da localização do comando da Guarda Costeira, tendo em conta os custos inerentes à actual instalação.
De acordo com as recomendações do encontro, que durante quatro dias reuniu as chefias das FA, a instalação do comando da Guarda Costeira no aeroporto de São Pedro (São Vicente) tem acarretado gastos, pelo que foi sugerido a sua deslocalização para outro local não especificado no documento final lido no acto de encerramento.
Outra recomendação ainda relacionada com a Guarda Costeira relaciona-se com a necessidade dotar esse Comando de uma guarnição que vá ao encontro das suas funções e a criação e modernização das estruturas oficinais da esquadrilha naval.
Rever a situação dos navios atracados nos portos comerciais é outro aspecto constante do rol das recomendações.
Por outro lado, foi salientada a necessidade da criação das condições para a consolidação das unidades especiais, nos termos da lei, e a criação de cenários para a realização de exercícios militar conjunto envolvendo todos os meios existentes nas FA.
Implementar uma rigorosa gestão quer dos recursos materiais, quer dos recursos a financeiros postos à disposição das FA de modo a respeitar as orientações transcritas na lei de execução orçamental, também foi realçado.
No seu discurso de encerramento, o chefe do Estado Maior das FA, general Anildo Morais, disse que as reflexões produzidas durante os trabalhos demonstraram que os desafios que a intuição castrense tem pela frente “são muitos” e que devem ser vencidos para que as FA possam estar em condições de responder cabalmente às missões a elas confiadas.
“Uma delas é a adequação da estrutura orgânica das FA às novas a exigências. Felizmente, que sobre esse aspecto, vai-se desenhando um sólido entendimento entre os militares. Aliás um trabalho sério está sendo feitos para que venhamos brevemente a ter uma base orientadora”, disse.
O general salientou ainda que os desafios prendem-se ainda com a necessidade de se dar respostas a um conjunto de questões, igualmente “pertinentes e urgentes”, nomeadamente as ligadas ao aquartelamento, à qualidade de vida dos militares e ao treinamento.
Para além de fazer o balanço do ano transacto e perspectivar do ano em curo, o encontro serviu também para apreciar as versões zero das propostas de regulamento de contingência e honras militares, da revisão do regulamento geral de serviço, do regulamento de disciplina militar e a proposta de revisão e regulamentação dos Estatutos dos Militares.
O acto de encerramento foi presidido pelo ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, em representação do ministro da Defesa, tendo destacado que o Governo preconiza uma série de reformas para o sector da Segurança e da Defesa, em que as FA, enquanto “pilar essencial”, não foram negligenciadas.
“Essa reforma para além de estrutural e organizacional, deverá passar pelo equipamento e infra-estruturação das instituições, para a qual tem-se procurado encontrar soluções consensuais concertadas e responsáveis com a instituição, bem assim com os demais agentes políticos e órgãos de soberania”, disse Arlindo do Rosário.
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